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Mandando a Letra

No embalo do carnaval

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É tempo de colocar o bloco na rua, mas vamos aproveitar pra matar a curiosidade e acrescentar conhecimento nessa nossa sede que nunca passa. Sempre tem um pedacinho de copo a mais pra encher. Pode colocar mais umas gotinhas nele neste tempo de festa momesca.

A controversa palavra carnaval

A história dessa palavra não tem origem muito consensual. Alguns afirmam que significa “adeus à carne” e outros apostam em “remover a carne” (carne vale ou carne levare). De qualquer forma, a diferença pode ser sutil, e não se pode negar que carnaval tem ligação com os movimentos religiosos.

O carnaval é o período que precede a quaresma, em que a igreja cristã se dedica ao jejum e à oração. É momento de reflexão e arrependimento. Antes disso, os fiéis se deixam divertir comendo e festejando, até para se preparar para o período de abstinência. Os exageros são outra coisa inerente ao ser humano e que fazem parte de qualquer atividade em que ele ser meta, não é mesmo?

O famoso Rei Momo

Aquele cara gordão com uma coroa e um cetro que recebe a chave da cidade e a comanda pelos dias do carnaval é o Rei Momo. Assim como o nome da festa, não há consenso na origem desse personagem. Há até ligação dele com a mitologia grega, em que era filha de uma deusa e significava “reclamona”.

Já com relação ao carnaval, tratava-se, mais adiante, de uma adaptação do rei burlesco, ou seja, cômico ou zombador. Então, também dizem que a palavra momo vem do que os espanhóis chamam macacos, “mono”. Um animal relacionado com a bagunça. Por isso, o Rei Momo recebe as chaves da cidade permitindo o início da festa e das tantas pegadinhas que se fazem nessa época.

Com relação ao homem gordo, já há diversas campanhas para que o rei não apareça com essa forma que estimula a glutonaria e as doenças decorrentes dessa prática. Em tempos de vida fitness, Abel é que teria inveja de Caim, né?

A respeito de alegorias

A palavra alegoria traz uma confusão tremenda quando chega o carnaval. Já ouvi pessoas falando delas como se fossem as próprias fantasias ou até mesmo o desfile em si (algo como se fosse a evolução da escola de samba). Elas fazem parte de um quesito de julgamento chamado alegorias e adereços, em que se julgam os carros alegóricos, e os adornos e enfeites que os acompanham.

Então, as alegorias, nada mais nada menos, são aqueles carros que compõem o desfile da escola. No Rio de Janeiro, uma agremiação deve ter entre cinco e oito carros alegóricos. Mas não confundam com os tripés, esses não contam como alegorias e já são até mais raros em escolas. Mas blocos e escolas pequenas ainda apresentam muitos. Aprecie o carnaval com sabedoria.


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