Recebi uma cópia gratuita de Hellbreak para testar e compartilhar minhas primeiras impressões. O jogo já está disponível em acesso antecipado na Steam e mistura a intensidade de um FPS com a imprevisibilidade de um roguelite em uma arena infernal. Te lembrou de algum outro título?
A proposta é direta: você desperta no submundo após cair em combate, e a única chance de redenção é enfrentar hordas intermináveis de demônios com armas, magias e habilidades especiais. A cada rodada, escolhe seu equipamento inicial e tenta resistir o máximo possível, coletando upgrades, bênçãos e recursos dos inimigos derrotados. Quando o chefão aparece, ou você vence e segue adiante, ou retorna ao início — mas sempre com a possibilidade de desbloquear melhorias permanentes.
O ritmo lembra bastante Metal Hellsinger, mas com uma diferença fundamental: aqui não há obrigação de atacar no compasso da música. A trilha sonora, cheia de energia e influências do rock, cumpre bem o papel de embalar a ação sem limitar a liberdade de atirar, conjurar magias e mergulhar no caos do seu jeito.
Visualmente, Hellbreak acerta na atmosfera sombria. O design grotesco dos monstros reforça a tensão constante. Não é um game que impressiona pela tecnologia gráfica, mas, dentro da proposta indie, entrega um resultado convincente. A narrativa é mínima: não há uma história profunda, apenas a presença dos lordes demoníacos que observam cada passo seu, vibrando ou zombando. Essa escolha valoriza o que importa — jogabilidade pura.
O ponto fraco está na repetição. As fases acabam soando semelhantes, e a variedade de inimigos poderia ser maior. Além disso, a ausência de um modo cooperativo pesa bastante. É o tipo de jogo que praticamente clama por essa função, e torço para que esteja nos planos dos desenvolvedores.
Mesmo assim, Hellbreak se destaca pela ação rápida, controles responsivos, arsenal variado e aquela pegada roguelite que motiva quem gosta do gênero a tentar “só mais uma vez”. Para fãs de DOOM ou Metal Hellsinger, é um prato cheio.
Ainda precisa de polimento, mas já entrega diversão em alto nível. Com as atualizações certas, tem tudo para se firmar como um título obrigatório no gênero.