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UEFA suspende o argentino Gianluca Prestianni por racismo contra Vinícius Júnior

Até o episódio na Champions na semana passada, Gianluca Prestianni era um nome praticamente invisível n mundo do futebol

Marcondes Brito

23/02/2026 12h07

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Reprodução

A Uefa decidiu aplicar uma suspensão preventiva de um jogo ao atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, após a abertura de investigação por um episódio de racismo contra Vinícius Júnior, do Real Madrid. A medida foi tomada pelo Comitê de Controle, Ética e Disciplina da entidade e impede o jogador de atuar na partida de volta do play-off da Liga dos Campeões, no estádio Santiago Bernabéu.

A punição tem caráter cautelar enquanto o processo disciplinar segue em curso. A Uefa classificou o caso como “comportamento discriminatório”, num contexto em que o futebol europeu tenta, mais uma vez, responder à escalada de episódios racistas dentro e fora de campo — quase sempre com discursos duros, mas respostas ainda aquém da gravidade do problema.

No episódio que gerou a investigação, Prestianni teria se dirigido a Vinícius Júnior com ofensas de cunho racista, reacendendo o debate sobre a normalização desse tipo de violência simbólica contra jogadores negros, especialmente quando a vítima é o brasileiro que se tornou, nos últimos anos, o principal rosto da luta contra o racismo no futebol europeu.

Cinco minutos de fama?

Até o episódio de racismo contra Vinícius Júnior, Gianluca Prestianni era um nome praticamente invisível fora dos círculos de observadores de base. Aos 20 anos, o atacante argentino revelado pelo Vélez Sarsfield chegou à Europa cercado de rótulos como “promessa” e “prodígio”, mas, na prática, ainda não conseguiu se firmar em lugar nenhum. Contratado pelo Benfica em 2024 por cerca de 9 milhões de euros, ele oscila entre o time principal e o Benfica B, sem protagonismo, sem números expressivos e sem qualquer marca relevante no futebol profissional até aqui.

No currículo, há convocações para seleções de base da Argentina e uma estreia discreta pela seleção principal em amistoso contra Angola, em 2025 — um daqueles jogos que passam quase despercebidos no calendário internacional. Fora isso, não há títulos, não há atuações memoráveis, não há momentos que o coloquem no radar do grande público.

O que o projetou ao noticiário mundial não foi um golaço, uma decisão em final ou uma temporada de afirmação, mas um ato de racismo que pode lhe render uma punição pesada e, ironicamente, acelerar o risco de ele voltar ao anonimato de onde nunca chegou a sair de verdade no futebol de alto nível.

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