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Transfer ban do Botafogo: por que a luz no fim do túnel já está acesa

A Eagle Football, holding que controla o Botafogo, teria emitido a ordem de pagamento nesta semana para pagar quitar a compra de Almada

Marcondes Brito

17/01/2026 6h08

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A apreensão do torcedor do Botafogo nesta janela de transferências tem explicação, prazos e, principalmente, uma perspectiva concreta de solução. O bloqueio imposto pela FIFA não é um impasse indefinido. Pelo contrário: os passos finais já estão em curso e dependem mais de trâmite bancário do que de negociação esportiva.

A origem do problema remete à contratação de Thiago Almada, que gerou uma pendência financeira com o Atlanta United. Após cobrança formal, o caso avançou até instâncias internacionais, resultando na exigência de quitação integral do valor acordado. Enquanto a dívida não é reconhecida como paga no sistema da FIFA, o registro de novos atletas fica automaticamente bloqueado.

A notícia que muda o cenário é que o pagamento já foi autorizado. A Eagle Football, holding que controla o Botafogo, emitiu a ordem de quitação nesta semana. Em operações internacionais desse porte, a compensação não ocorre de forma imediata: o fluxo bancário entre países costuma levar alguns dias úteis até o dinheiro cair na conta do credor e ser oficialmente reconhecido.

É justamente aí que entra a última etapa do processo. Com a compensação confirmada, o Atlanta United comunica a FIFA, que atualiza o status do clube brasileiro e remove o bloqueio. Só depois disso os reforços podem aparecer regularmente no BID da CBF. Não há novas exigências, multas adicionais ou negociações paralelas. É um procedimento automático, que depende apenas do fechamento desse ciclo administrativo.

Internamente, o clima é de cautela, mas também de confiança. A avaliação é de que o mais difícil já foi feito: o recurso financeiro saiu e está a caminho. O restante é burocracia, com expectativa de resolução dentro do prazo normal dessas transações, o que permite ao torcedor olhar para os próximos dias com menos angústia e mais paciência.

Para quem acompanha de perto, a mensagem é simples: o transfer ban não é um beco sem saída. O Botafogo já deu o passo decisivo e agora aguarda apenas o tempo do sistema bancário e da FIFA para voltar a registrar seus jogadores.

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