Menu
Futebol ETC
Futebol ETC

Sem tocar na bola, Neymar já corre risco de corte na seleção de Ancelotti

Exames feitos pelo Departamento Médico da CBF confirmam que a lesão do craque santista é mais grave do que parecia

Marcondes Brito

28/05/2026 6h06

1

Reprodução

Neymar vira problema logo no seu primeiro dia com Carlo Ancelotti na seleção e pode ser cortado nas próximas horas. Mal chegou à Granja Comary e já se transformou no primeiro grande problema da preparação para a Copa do Mundo. O que deveria marcar o início de um novo ciclo cercado de expectativa virou um ambiente de apreensão, desconfiança e suspense dentro da CBF.

Enquanto os demais jogadores iniciavam os trabalhos em campo em clima de Copa do Mundo, o principal nome da seleção deixava o centro de treinamento rumo a uma clínica de exames em Teresópolis. A cena foi emblemática. Neymar saiu acompanhado pelo médico Rodrigo Lasmar, pelo gerente de seleções Cícero Souza e pelo supervisor Sérgio Dimas. No retorno, demonstrava preocupação visível após conversar atentamente com o departamento médico da CBF.

O exame na panturrilha praticamente sequestrou o noticiário do primeiro dia de preparação da seleção brasileira. A expectativa inicial de ver Neymar treinando sob o comando de Ancelotti rapidamente deu lugar ao temor de que o camisa 10 sequer consiga permanecer na convocação. Nos bastidores, cresce a possibilidade de corte nas próximas horas.

O desconforto dentro da CBF é evidente. Antes mesmo da apresentação, já existia ruído entre a entidade e o Santos. O clube paulista havia enviado um documento garantindo que o problema sentido por Neymar na partida contra o Coritiba não impediria o jogador de trabalhar normalmente na Granja Comary. Bastou o primeiro dia de atividades para a realidade desmentir o discurso.

A própria CBF, segundo relatos internos, já desconfiava que a situação estava longe de ser apenas um “simples edema”. Após os exames protocolares feitos em todos os convocados, Rodrigo Lasmar decidiu aprofundar imediatamente a investigação clínica do atacante.

A operação montada pela entidade também chamou atenção. A direção da CBF acionou uma clínica fora do circuito habitual utilizado pela seleção em Teresópolis e exigiu confidencialidade máxima. Houve pedido para fechamento do local ao público e até assinatura de termo de sigilo para evitar vazamentos sobre o exame. Quando o restante do elenco encarava o frio da Serra nos trabalhos com bola, Neymar deixava o CT discretamente para tentar descobrir a gravidade real do problema.

O cenário expõe mais uma vez a dependência emocional e esportiva que cerca a seleção brasileira em torno de Neymar. A chegada de Ancelotti havia criado expectativa de um ambiente mais estável e organizado. Mas o primeiro capítulo da nova era acabou marcado justamente pela velha novela física do camisa 10.

Com a lista definitiva da Copa do Mundo precisando ser fechada até 1º de junho, a comissão técnica agora vive uma corrida contra o tempo. E Carlo Ancelotti, antes mesmo de comandar o primeiro treino completo da seleção, já pode ser obrigado a administrar o primeiro corte traumático do seu trabalho no Brasil.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado