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Renato Gaúcho esnoba a Seleção, mas a CBF desconfia que ele já estava “apalavrado” com a oposição

Em entrevista, o treinador do Grêmio desabafou: “A CBF tem que tomar vergonha na cara, para o bem do futebol brasileiro”

Marcondes Brito

07/02/2024 6h48

Reprodução/TV

Renato Gaúcho é um sujeito engraçado. Ele sempre sonhou em ser treinador da Seleção Brasileira, mas, em recente entrevista ao “Abre Aspas”, do GE, deu uma baita de uma esnobada na CBF:

“Cara, eu vou te falar uma coisa. Vou te falar sinceramente, se eu fosse chamado para a Seleção agora, eu não iria. Com todo o respeito”, disse o Gaúcho.

Por que?, quis saber o entrevistador:

“Nessa bagunça eu não vou entrar, não. A Seleção Brasileira é meu sonho, mas a CBF tem que tomar vergonha na cara. A verdade é essa. Eu não quero chegar na Seleção Brasileira e ser mais um – se um dia eu tiver que chegar lá. Mas chegar lá e daqui a dois meses… ‘vai embora e me dá aí saco de arroz, saco de feijão, acabou tudo’. Nessa bagunça, eu estou fora. Graças a Deus ninguém me chamou. Eu não iria. Do jeito que está a situação na CBF, independentemente de quem quer que seja o presidente da CBF, mas ela tem que tomar vergonha na cara. Para o bem do futebol brasileiro”, desabafou o treinador.

O que a CBF pensa disso?

Uma fonte da coluna Futebol Etc dentro da CBF tem outra teoria para esse, digamos, “prurido” de Renato Gaúcho em relação ao momento atual da Seleção. Acredita-se internamente que o atual técnico do Grêmio já estava apalavrado e comprometido com Gustavo Feijó, ex-vice-presidente da entidade, um dos maiores articuladores da tentativa de golpe contra Ednaldo Rodrigues. Por essa teoria, se Feijó fosse eleito, seria ele, Renato, o substituto do interino Fernando Diniz no comando do time do Brasil.

Articulado com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, Marcelo Feijó dizia ter o apoio de 30 dos 40 clubes que estão nas duas primeiras divisões do futebol brasileiro, além de votos de diversos presidentes de federações.

Em sendo verdade, não se pode desprezar o poderio de Feijó quando houver uma nova eleição na CBF – e isso pode acontecer ainda este ano. O cartola alagoano não esconde de ninguém que conta com a influência e o apoio do ex-presidente Marco Polo Del Nero.

Eis aí o “X’ da questão: se Renato Gaúcho acha que a situação atualmente está “uma bagunça”, como ele pensa que ficará a CBF quando entrar alguém apoiado (e muito provavelmente manipulado) por Del Nero, um cartola banido do futebol pela Fifa, em 2018, por suborno e corrupção?

Por fim, meu caro Renato Gaúcho, diga-nos, por favor, com qual desses ex-presidentes você considera que a CBF não estava “uma bagunça”:  Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero, José Maria Marin ou Rogério Caboclo?

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