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Quatro craques dessa semifinal PSG x Bayern que fariam do Brasil um favoritaço na Copa

Há deficiências nas laterais e no meio de campo. Se já temos um técnico estrangeiro, não custa imaginar mais uns gringos cm a amarelinha

Marcondes Brito

07/05/2026 5h17

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Reprodução

Assistindo à semifinal eletrizante da Champions League entre PSG e Bayern de Munique – um confronto que talvez entre para a história como um dos mais emocionantes dos últimos anos – me peguei fazendo um exercício de imaginação. Um daqueles devaneios inevitáveis de quem ama futebol: quais jogadores dessa semifinal seriam capazes de transformar a seleção brasileira numa favorita absoluta ao hexa?

Essa lembrança me veio à memória por causa de uma entrevista de Carlo Ancelotti a Galvão Bueno, no SBT. Galvão lançou uma pergunta traiçoeira, quase uma armadilha: “Que jogador estrangeiro você gostaria de naturalizar brasileiro para jogar sua Copa?”. Experiente, Ancelotti escapou elegantemente. Disse que não precisava de ninguém, que o material humano brasileiro já era excelente.

Claro que ele jamais cairia nessa provocação. Imagine a repercussão se tivesse citado um nome. Seria massacrado pela mídia e dificilmente se manteria de pé.

Mas eu, sem o peso do cargo e protegido apenas pelo sofá da sala, me permiti brincar com essa ideia depois de assistir a esse duelo monumental entre PSG e Bayern. O primeiro jogo (5×4) já havia sido um espetáculo absoluto. O segundo, mesmo terminando empatado, foi daqueles jogos que prendem a respiração do começo ao fim.

E aí anotei quatro nomes no meu caderninho. Quatro jogadores que, se estivessem à disposição da seleção brasileira, talvez representassem meio caminho andado para o hexa.

O primeiro deles é Neuer. O Brasil tem bons goleiros. Muito bons. Mas existe uma diferença brutal entre bons goleiros e goleiros históricos. Nas duas últimas Copas, o Brasil sofreu com falhas de goleiros em momentos decisivos. Neuer pertence a uma categoria raríssima: a dos goleiros que simplesmente não erram. Você só faz gol nele quando o lance é praticamente impossível de ser defendido. É segurança emocional para uma equipe inteira.

O segundo nome é Nuno Mendes. Que jogador impressionante. O lateral-esquerdo do PSG parece representar uma espécie em extinção no futebol brasileiro: o lateral moderno que marca, apoia, agride o adversário, pisa na linha de fundo, recompõe e ainda participa da construção pelo meio. O Brasil, que durante décadas produziu laterais como Cafu, Roberto Carlos, Marcelo e Dani Alves, hoje vive uma escassez evidente nessa posição. Nuno Mendes tem vinte e poucos anos e joga como veterano.

No meio-campo, meu escolhido seria Vitinha. Talvez hoje ele seja a principal expressão técnica do futebol português. Mais até do que Cristiano Ronaldo nesta altura da carreira. Vitinha é justamente o camisa 10 que falta ao Brasil: o articulador, o cérebro, o jogador que pensa o jogo dois segundos antes dos outros. Inteligente, refinado tecnicamente e com personalidade para decidir.

E no ataque, eu levaria Harry Kane. Centroavante clássico, mas moderno ao mesmo tempo. Kane sai da área, articula, participa da construção e, ainda assim, mantém o faro de gol intacto. Contra Marquinhos, travou um duelo espetacular. Kane marcou, é verdade, mas fiquei com a sensação de que Marquinhos venceu o confronto individual. O zagueiro brasileiro atravessa talvez uma de suas melhores fases técnicas e mentais.

Aliás, essa geração de zagueiros do Brasil não deve nada a ninguém. E aí entra outra observação importante. Na outra semifinal (Arsenal x Atlético), Gabriel Magalhães foi dono do jogo. O Brasil continua produzindo jogadores de elite em algumas posições.

Mas aquelas quatro peças… ah, aquelas quatro peças fariam qualquer torcedor brasileiro sonhar alto.

Neuer no gol.

Nuno Mendes na lateral.

Vitinha armando.

Harry Kane na frente.

Pode ser apenas fantasia de torcedor depois de uma noite mágica de Champions League. Mas confesso: olhando para esse quarteto, o hexa pareceria muito mais perto.

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