A situação de John Textor, o dono do Botafogo, parece cada dia mais complicada no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O Procurador-geral do STJD, Ronaldo Piacente , segundo reportagem da Band, falou sobre as denúncias de manipulação no futebol brasileiro e deixou em aberto a possibilidade de, em caso de punição e reincidência por falta de provas, solicitar à Fifa a internacionalização da pena para que o norte-americano seja proibido de atuar como dirigente de futebol em todo o planeta.
“A eliminação é em caso de reincidência, quando o infrator pratica um segundo ato após transitado em julgado no primeiro processo. Havendo a reincidência, vamos requerer a eliminação e também vamos requerer que seja estendido mundialmente através da Fifa. Estamos atentos com isso e, em caso de reincidência, vamos pedir a internacionalização da pena do John Textor e aí ele não poderia mais atuar como dirigente do futebol no mundo inteiro”, disse.
Até o momento, segundo o procurador do STJD, Textor traz somente alegações: “Ele alega, coloca o campeonato, a arbitragem e atletas em dúvida, o que é muito complicado, mas não traz prova nenhuma. Ao STJD, ele apresentou apenas um relatório de uma empresa particular que ele contratou para fazer algumas análises. Isso não é prova nenhuma. É uma empresa, de forma subjetiva, estudando alguns lances e ali faz a sua conclusão. Obviamente que a justiça desportiva e nenhuma outra justiça vai ingressar com um inquérito, ou vai processar, com base num documento unilateral que não traz prova de absolutamente nada. A justiça trabalha com elementos e provas, fatos e provas. Se não tem fatos, provas, não tem como prosseguir. Por isso, o STJD recebeu esse relatório e determinou o arquivamento, por decisão unânime do Pleno, porque não se tinha prova nenhuma.”, complementou.
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