O que aconteceu ontem com Neymar não foi um acidente de trabalho. Foi a execução de um plano. Quando uma torcida envia mensagens para a concentração pedindo para “tirar o jogador da Copa”, o esporte morre um pouco. O jogador Islan, do Velo Clube, não entrou para disputar a bola; entrou para interromper uma carreira, alimentado por um ambiente de ódio que ultrapassa qualquer rivalidade saudável.
A história do futebol brasileiro guarda uma mancha indelével: 1985. Naquele ano, o zagueiro Márcio Nunes, do Bangu, destruiu o joelho de Zico em uma entrada criminosa. O paralelo é exato: A incapacidade técnica de parar o craque se transforma em violência brutal. O resultado: Zico carregou as dores daquela covardia pelo resto da vida profissional.
Permitir que isso se repita com Neymar em 2026 é assinar o atestado de que não aprendemos nada em 40 anos.
Podemos questionar as quedas de Neymar, sua postura fora de campo ou seu estilo de jogo. Isso faz parte do debate esportivo. O que é inaceitável é confundir crítica com carta branca para a agressão.
“O talento deve ser protegido pelas regras, enquanto a bandidagem travestida de ‘raça’ precisa ser expurgada dos gramados.”
Jogadores que entram em campo com dolo, com a intenção clara de lesionar, não deveriam apenas receber um cartão vermelho. Eles deveriam ser banidos. A punição precisa ser proporcional ao dano que eles tentam causar ao patrimônio do futebol brasileiro. Ou as federações tomam uma atitude drástica, ou continuaremos assistindo ao espetáculo sendo assassinado por quem não sabe jogar.