Quando a conceituada revista inglesa FourFourTwo decidiu listar as maiores equipes de todos os tempos, ela não buscou apenas estatísticas frias, mas sim o impacto cultural e a revolução técnica que cada esquadrão deixou no gramado. E, nesse cenário, o veredito é unânime: o futebol brasileiro é a régua pela qual todos os outros são medidos.
No topo absoluto, o Brasil de 1970 não é apenas o primeiro colocado; é o “time perfeito”.
Sob o comando de Zagallo, aquela seleção rompeu a lógica da época ao escalar cinco camisas 10 clássicos — Pelé, Tostão, Rivellino, Gerson e Jairzinho. O que se viu no México foi uma sinfonia de passes, inteligência tática e um vigor físico que desmentia os críticos. O gol de Carlos Alberto Torres na final contra a Itália é, até hoje, a maior prova de que o futebol pode ser uma obra de arte coletiva.
Para a revista, aquele time não apenas venceu a Copa; ele definiu o que o mundo entende por “futebol bonito”.
Mas a dinastia brasileira não para por aí. O Santos (1955-1968) figura no Top 10 como a maior força que um clube já demonstrou no planeta. O “Peixe” de Pelé, Pepe e Coutinho era uma máquina de entretenimento que viajava o mundo parando guerras e encantando plateias na Europa. Enquanto o Real Madrid de Di Stéfano dominava o Velho Continente, o Santos provava que o verdadeiro epicentro do talento estava na Vila Belmiro, unindo uma técnica individual absurda a um entrosamento que parecia telepatia.
Olhando para o cenário da América do Sul, o levantamento reforça que nosso continente é o celeiro da imortalidade. Além do Flamengo de Zico e do icônico Brasil de 82, a força dos vizinhos argentinos com o Boca Juniors de Bianchi e o River Plate de “La Máquina” mostra que o futebol sul-americano sempre teve uma identidade própria: a mistura de “garra” com uma refinada inteligência de jogo.
É uma escola que, mesmo com orçamentos menores que os europeus, conseguiu produzir equipes que, no auge, eram simplesmente imbatíveis em qualquer estádio do mundo.
O top-50
1. Brasil (1970)
2. Milan (1987-1991)
3. Barcelona (2008-2011)
4. Ajax (1965-1973)
5. Espanha (2007-2012)
6. Real Madrid (1955-1960)
7. Liverpool (1975-1984)
8. Inter de Milão (1962-1967)
9. Santos (1955-1968)
10. Hungria (1950-1956)
11. Benfica (1959-1968)
12. Bayern de Munique (1967-1976)
13. Torino (1945-1949)
14. Celtic (1965-1974)
15. Manchester United (1995-2001)
16. Alemanha Ocidental (1970-1976)
17. Independiente (1971-1975)
18. Juventus (1980-1986)
19. Holanda (1974-1978)
20. Dínamo de Kiev (1985-1987)
21. Barcelona (1988-1994)
22. Estudiantes (1967-1971)
23. Boca Juniors (1998-2003)
24. Preston North End (1888-1889)
25. Juventus (1994-1998)
26. Borussia Mönchengladbach (1970-1979)
27. França (1996-2000)
28. Budapest Honvéd (1950-1955)
29. Nottingham Forest (1977-1980)
30. Flamengo (1980-1983)
31. Áustria (1930-1936)
32. Real Madrid (1984-1990)
33. River Plate (1941-1947)
34. PSV Eindhoven (1985-1989)
35. França (1982-1986)
36. Feyenoord (1968-1971)
37. Manchester United (1965-1968)
38. Brasil (1982)
39. Ajax (1992-1996)
40. Arsenal (1930-1935)
41. Leeds United (1968-1975)
42. Steaua Bucareste (1984-1989)
43. Tottenham (1960-1962)
44. Arsenal (2003-2004)
45. Olympique de Marseille (1988-1993)
46. Hamburgo (1977-1983)
47. Wolverhampton (1953-1960)
48. Chelsea (2004-2006)
49. Saint-Étienne (1973-1977)
50. Leicester City (2015-2016)