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Futebol ETC
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New York Magazine decreta: o cinema supera o futebol e é a nova paixão do Brasil

Se antes o mundo nos reverenciava pelo drible, hoje ele nos aplaude de pé pelo roteiro, pela atuação e pela capacidade de contar nossas histórias

Marcondes Brito

22/02/2026 5h14

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Neste fim de semana, uma análise da prestigiada revista New York Magazine trouxe à tona uma reflexão que muitos brasileiros já sentiam, mas poucos ousavam verbalizar: a nossa verdadeira paixão nacional está mudando de endereço. Segundo a publicação, o coração do Brasil não bate mais apenas no ritmo das arquibancadas; ele agora vibra com a luz do projetor. O futebol deu lugar ao cinema.

Mas por que um dos veículos mais influentes do mundo está afirmando isso? A resposta é numérica e emocional. Enquanto a Seleção Brasileira amarga um jejum de 24 anos sem conquistar um Mundial, o nosso cinema vive uma era de ouro sem precedentes. No ano passado, quebramos o tabu e finalmente trouxemos a estatueta dourada para casa com o filme Ainda Estou Aqui.  E o fôlego não parou: este ano, o Brasil volta à disputa com força total, com O Agente Secreto figurando novamente entre os favoritos. Onde falta brilho na chuteira, sobra talento na tela.

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Força do veículo 

Para entender o peso dessa afirmação, precisamos falar da New York Magazine. Fundada em 1968, ela não é apenas uma revista de variedades; é o termômetro cultural da capital do mundo. Conhecida por seu jornalismo sofisticado e por lançar tendências que o resto do planeta acaba seguindo, a New York (e seu braço cultural, o Vulture) é uma das vozes mais respeitadas na “corrida pelo ouro” em Hollywood. Quando eles apontam a câmera para o Brasil, não é por cortesia, mas porque o mercado internacional reconheceu que o nosso “jogo” agora é outro. A revista tem um papel crucial na formação de opinião dos votantes da Academia, e seu selo de aprovação coloca o Oscar brasileiro em um novo patamar de relevância.

Essa troca de ídolos nos remete a um sentimento que já conhecemos. Houve um tempo em que o brasileiro acordava cedo aos domingos para ver Ayrton Senna erguer a bandeira no topo do pódio. Naquela época, o automobilismo era o nosso refúgio de orgulho e excelência mundial. Senna não era apenas um piloto; ele era a prova de que éramos os melhores do mundo em algo técnico, veloz e grandioso.

Hoje, esse bastão de “campeão mundial” foi passado. O Oscar é o nosso novo Senna. A cada indicação, a cada prêmio conquistado, o brasileiro recupera aquela autoestima que andava esquecida nos campos de futebol. Se antes o mundo nos reverenciava pelo drible, hoje ele nos aplaude de pé pelo roteiro, pela atuação e pela capacidade de contar nossas histórias com a maestria que só os verdadeiros campeões possuem.

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