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Nem com o pé direito nem com o esquerdo: o Flamengo está jogando o Cariocão de “havaianas”

A  camisa é a mesma, o escudo é o mesmo e o registro histórico não faz distinção entre titulares milionários e meninos da base

Marcondes Brito

15/01/2026 5h47

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O Flamengo jogou e perdeu ontem para o Bangu com um time formado integralmente por garotos da base. Daniel Sales, Iago, João Victor, Johnny, Gusttavo, Pablo Lúcio, Lucas Vieira, Guilherme Gomes, Douglas Telles e Wallace Yan vestiram a camisa rubro-negra em mais um capítulo de um início de Campeonato Carioca que passa longe de empolgar.

Na estreia, o Flamengo havia empatado com a Portuguesa. Ontem, veio a derrota. Dois jogos, nenhum triunfo. A leitura é simples, direta e pouco generosa, como costuma ser o futebol quando vira número e estatística.

Não se trata de ignorar o contexto. É evidente que não é o Flamengo principal. São jogadores jovens, em formação, apostas para o futuro. Nomes que não despertam memória afetiva nem reconhecimento imediato. Ainda assim, a camisa é a mesma, o escudo é o mesmo e o registro histórico não faz distinção entre titulares milionários e meninos da base.

Nem com o pé direito, nem com o pé esquerdo. O Flamengo decidiu começar 2026 de chinelo. A associação  com aquela polêmica do comercial das Havaianas é inevitável, especialmente depois de tanta discussão recente sobre postura, imagem e simbolismo.

O Paulistão

Enquanto isso, em São Paulo, o Paulistão foi mais fiel ao roteiro tradicional. Palmeiras e Santos se enfrentaram logo no início, e o Palmeiras venceu por 1 a 0. Não foi um grande jogo, não incendiou o debate nacional, mas clássico vencido sempre conta. Para o time de Abel Ferreira, é um respiro simbólico depois de um 2025 marcado por dois vices incômodos.

O Santos segue em processo de ajuste. Sem Neymar e com Gabigol ainda tentando se encaixar, o começo irregular é quase protocolo de pré-temporada disfarçada de competição oficial.

Os estaduais continuam presos a esse paradoxo. Para os grandes, viraram laboratório. Para o torcedor, seguem sendo terreno fértil para ironia, cobrança e memória curta. No fim, pouco importa quem jogou. O que fica é que o Flamengo entrou em campo duas vezes, não venceu nenhuma e começou o Carioca sem pé direito, sem pé esquerdo e, ao que tudo indica, de chinelo.

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