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Futebol ETC
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Hoje, 2 de julho, literalmente o meio do ano, apresentamos 10 resoluções e ‘promessas’ para o futebol

É o ponto de equilíbrio do calendário, uma espécie de “meio-dia” simbólico de 2025 – ou o “intervalo” do 1º para o 2º tempo de um jogo hipotético

Marcondes Brito

02/07/2025 5h31

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Reprodução

Nesta quarta-feira, 2 de julho, estamos exatamente na metade do ano. Cento e oitenta e dois dias já se foram. Outros cento e oitenta e dois ainda virão. É o ponto de equilíbrio do calendário, uma espécie de “meio-dia” simbólico de 2025 – ou o “intervalo” do 1º para o 2º tempo de um jogo hipotético.

É talvez um instante perfeito para olhar para trás e, mais importante, para frente. Normalmente fazemos resoluções em 1º de janeiro, quando tudo é previsível, apressado e um tanto forçado. Mas e se aproveitássemos agora – sob o olhar do meio do ano – com a cabeça mais fresca e a alma menos pressionada, para reformular objetivos, renovar promessas, ou até começar do zero?

No futebol, que é espelho e motor da vida nacional, também vale parar e refletir: o que deu errado até aqui? O que ainda pode ser salvo? O que precisa mudar urgentemente? Usando esse espírito de recomeço, traçamos abaixo uma lista de 10 resoluções de meio de ano para os principais personagens e instituições do futebol brasileiro.

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1 – Neymar: Parar de sabotar a própria história

Depois de mais uma temporada entre lesões, polêmicas e festas, Neymar precisa de um ponto de virada. Não é mais sobre talento. É sobre legado. Que o “meio-dia do ano” ilumine a decisão de levar o futebol a sério — nem que seja pela última vez.

2 – Carlo Ancelotti: Dar um rumo à camisa amarela

Até agora, a era Ancelotti é mais expectativa do que construção – até porque não deu tempo. O italiano precisa começar a desenhar um time com cara, alma e comando. É claro que teremos paciência para esperar. Mas não por muito tempo.

3 – Botafogo e Flamengo: O aprendizado que ficou do Mundial

Eliminados do Mundial de Clubes, os campeões da Libertadores e da Supercopa do Brasil voltam à realidade com lições amargas. Que essa metade do ano sirva para reformular estratégias e lembrar que prestígio local não basta no palco global.

4 – Palmeiras: Acreditar que o mundo é logo ali

O clube que não tem Mundial está nas quartas do Mundial e sonha com o título que falta. Agora é o momento de ousar. De parar de se contentar com o “quase” internacional e mirar, com convicção, a conquista planetária.

5 – Vasco: Decidir se quer paz ou guerra

A briga entre o clube e a 777 Partners já virou rotina tóxica. Essa segunda metade do ano precisa trazer uma resolução definitiva: reconciliação com governança séria ou rompimento com reconstrução. O que não dá mais é viver em limbo.

6 – Corinthians: Parar de brincar de gestão

O clube vive uma crise política permanente. Augusto Melo sofreu impeachement, mas não quer perder a “boquinha”. Oficialmente, Osmar Stabile segue como interino e completou um mês no cargo na última sexta-feira. Metade do ano é um bom momento para decidir se o Corinthians vai se profissionalizar ou seguir refém de sua própria bagunça.

7 – CBF: Escolher entre o compadrio e a credibilidade

Afundada em escândalos e apadrinhamentos, a Confederação precisa mais do que nunca se reinventar. A segunda metade de 2025 pode ser o marco de uma virada ética e técnica — se houver coragem.

8 – Torcida brasileira: Voltar a torcer com paixão

Entre cancelamentos, ódio nas redes e pressão desumana, o futebol está virando campo de batalha tóxico. Que o torcedor, nesse “meio-dia do ano”, reencontre a alegria de ser parte do jogo — com crítica, sim, mas também com coração.

9 – Arbitragem: Sumir de cena (no bom sentido)

Protagonismo, estrelismo e erros em série. O meio do ano é ideal para virar a chave: mais humildade, mais preparo, menos confusão. O futebol agradece.

10 – Brasília já merece um time na elite

Está na hora de Brasília virar a página no futebol. A capital do país, com sua alta renda per capita e um dos maiores estádios do Brasil, não pode continuar sendo apenas palco neutro para jogos de times do Rio e de São Paulo. Brasília precisa voltar a ter um clube competitivo, capaz de disputar a Série B — e, por que não, a Série A — como já aconteceu no passado. Potencial existe. Falta ambição esportiva à altura da cidade.

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