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Golden Boy: entre o brilho da promessa e a incerteza do topo

Figurar no topo do ranking do Golden Boy traz prestígio, visibilidade e cifras milionárias, mas não garante a eternidade no esporte

Marcondes Brito

17/08/2026 5h55

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A divulgação da atualização mensal do Golden Boy 2026, tradicional premiação do jornal italiano Tuttosport em parceria com o Transfermarkt, voltou a colocar em evidência o termômetro de expectativas do futebol mundial. O prêmio elege o melhor jogador sub-21 em atividade na Europa e serve como uma espécie de “carimbo de superastro” para quem desponta nos gramados do Velho Continente. 
No topo da lista atual, o zagueiro espanhol Pau Cubarsí assumiu a liderança após se destacar no Mundial de 2026, ultrapassando Lamine Yamal. O Brasil aparece bem representado no top 10 com três nomes de peso: Rayan (7º), Endrick (8º) e Estêvão (10º), acompanhados ainda por Vitor Reis (14º) e William Gomes (51º). 
Criado em 2003, o troféu ostenta em sua galeria de vencedores nomes que confirmaram a profecia do talento e dominaram o futebol global. É o caso de Lionel Messi, eleito em 2005, além de Wayne Rooney (2004), Kylian Mbappé (2017), Erling Haaland (2020) e Jude Bellingham (2023). Para esses, a honraria foi apenas a primeira estação de uma carreira brilhante. 
No entanto, o futebol está longe de ser uma ciência exata. A história da premiação também acumula casos em que a grande promessa não encontrou o caminho da consolidação no topo. O Brasil sentiu essa frustração na pele em duas oportunidades seguidas: com Anderson (vencedor em 2008 pelo Manchester United) e Alexandre Pato (eleito em 2009 pelo Milan). Ambos surgiram como fenômenos precoces, mas, vitimados por lesões, oscilações e escolhas de carreira, não atingiram o teto que o mundo deles esperava. 
Figurar no topo do ranking do Golden Boy traz prestígio, visibilidade e cifras milionárias, mas não garante a eternidade no esporte. Para a nova safra brasileira encabeçada por Rayan, Endrick e Estêvão, o troféu italiano serve como um valioso incentivo — contanto que venha acompanhado da maturidade necessária para transformar a expectativa de hoje na realidade de amanhã.

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A coluna na edição impressa do JBr

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