A lista dos 100 maiores centroavantes da história, elaborada pelo projeto Football Iconic, coloca Ronaldo Fenômeno no lugar mais alto do pódio e reacende uma discussão que atravessa gerações: até onde teria ido o Fenômeno se o seu corpo tivesse acompanhado o talento?
Dono de uma combinação raríssima de explosão, técnica, improviso e frieza diante do gol, Ronaldo construiu uma carreira monumental mesmo enfrentando lesões gravíssimas nos joelhos que interromperam seus melhores momentos. Ainda assim, foi decisivo em clubes gigantes, protagonista em Copas do Mundo e dono de números e atuações que o colocam, para muitos, como o atacante mais completo que o futebol já viu. A liderança no ranking não é apenas um reconhecimento — é quase uma correção histórica diante de tudo o que ele superou. Em segundo lugar está o português Eusébio, e em terceiro o holandês Van Basten.

Muitos brasileiros no Top-100
A presença brasileira na lista é robusta e ajuda a contar a própria história do futebol ofensivo. Além de Ronaldo no topo, aparecem nomes como Romário (5º), outro gênio da área, letal e irreverente; Ademir de Menezes (14º), referência de uma era mais antiga; Leônidas da Silva (18º), o Diamante Negro que popularizou a bicicleta; Arthur Friedenreich (28º), símbolo do futebol pré-profissional no Brasil; e Careca (41º), peça-chave da Seleção dos anos 80. Mais adiante, surgem ainda Vavá (82º), herói de finais de Copa; Coutinho Honório (83º), parceiro de Pelé no Santos histórico; Roberto Dinamite (84º), maior ídolo do Vasco; e nomes que marcaram gerações mais recentes, como Ronaldo e também a influência indireta de outros atacantes brasileiros que, mesmo fora da lista, ajudaram a moldar o perfil do camisa 9 moderno.
A lista, claro, abre espaço para debate. A comparação entre épocas diferentes, estilos distintos e contextos variados sempre traz controvérsia. Mas há um ponto quase consensual: o lugar de Ronaldo Nazário no topo não é apenas pelos títulos ou pelos gols, mas pela sensação que ele causava em campo. Um jogador que parecia inevitável. E que, mesmo limitado pelas lesões, ainda foi gigante. O que só reforça a pergunta que nunca vai desaparecer: se tivesse tido um corpo à altura do seu talento, até onde teria ido?
O ranking foi produzido pelo Football Iconic, projeto editorial e documental dedicado à história do futebol, sediado na Áustria e criado por Tinashe Chipako. A iniciativa se destaca por produzir documentários no YouTube e conteúdos aprofundados em seu site, explorando desde perfis de jogadores lendários até análises táticas e histórias pouco conhecidas do esporte, sempre com uma abordagem histórica e investigativa.