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Fábio eterno: goleiro do Fluminense bate recorde na Libertadores aos 45 anos

Ele atingiu a marca de 113 partidas na Copa Libertadores da América, tornando-se o atleta com mais jogos na história da competição

Marcondes Brito

01/05/2026 5h34

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O futebol costuma ser cruel com o tempo. Ainda mais para quem vive sob pressão constante, como os goleiros. Mas, na noite desta quinta-feira (30), Fábio mostrou que há exceções capazes de desafiar a lógica do esporte. Aos 45 anos, o goleiro do Fluminense atingiu, no jogo contra o Bolivar, a marca de 113 partidas na Copa Libertadores da América, tornando-se o atleta com mais jogos na história da competição.

O recorde ainda é dividido com o paraguaio Éver Almeida, ídolo do Olimpia. Mas a condição de Fábio como jogador em atividade torna praticamente inevitável que ele se isole na liderança já na próxima rodada. Mais do que um número, trata-se de um feito que combina longevidade, regularidade e desempenho em alto nível ao longo de décadas.

A marca ganha ainda mais peso por ter sido alcançada justamente na semana em que se celebrou o Dia do Goleiro, em 26 de abril, data criada em homenagem ao histórico Manga do Botafogo. A coincidência reforça o simbolismo de uma posição marcada por resistência, personalidade e, muitas vezes, anonimato.

Fábio é, hoje, um caso raro no futebol moderno. Em um cenário de carreiras cada vez mais curtas e exigentes, ele segue competitivo, decisivo e protagonista. Não é apenas um sobrevivente – é um atleta que se reinventou para permanecer no topo.

Rogério Ceni, um mito

Quando o assunto é recorde e números fora da curva entre goleiros brasileiros, outro nome surge inevitavelmente: Rogério Ceni. Ídolo do São Paulo, Ceni construiu uma carreira marcada por recordes difíceis de serem repetidos. É o goleiro com mais gols na história do futebol (131 no total), além de liderar estatísticas como gols de falta e de pênalti na posição. Também acumula marcas expressivas de partidas, vitórias e temporadas defendendo um único clube. Tudo isso está no Guinness Book.

Se Ceni revolucionou a posição, Fábio a redefine pela consistência e pelo tempo.

Os melhores (e piores) da década 

E enquanto nomes históricos ajudam a contar essa trajetória, um levantamento recente mostra quem dominou o gol no futebol brasileiro na última década. Um estudo do Bola VIP, com base em dados da Opta, analisou goleiros com pelo menos 100 partidas no Campeonato Brasileiro entre 2016 e 2025, cruzando jogos disputados, expectativa de gols sofridos e gols efetivamente levados.

O levantamento aponta Weverton como o melhor goleiro do período, seguido por Everson e Santos. Na sequência aparecem Cássio e o próprio Fábio, reforçando a presença do veterano entre os mais eficientes do país mesmo em idade avançada.

Na outra ponta, o estudo também revelou os desempenhos mais abaixo do esperado. Jandrei aparece com o pior índice do período, seguido por Victor, Gabriel Vasconcelos, Léo Jardim e Douglas Friedrich.

Uns nascem para brilhar e outros nascem para buscar a bola no fundo da rede.

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