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Futebol ETC
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Entre a Crefisa e o trauma da 777 Partners, o Vasco da Gama tenta acreditar outra vez

Há conversas avançadas com Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, o dono da Creifisa

Marcondes Brito

14/01/2026 5h35

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Reprodução

Depois de levar um golpe duro com a 777 Partners, o Vasco da Gama voltou ao centro do mercado de clubes-empresa. O clube negocia a venda de sua SAF para Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, dono da Creifisa, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Nos bastidores, o clima é de pressa para fechar um acordo que pode envolver até 90% do futebol cruz-maltino e investimentos que chegariam à casa dos 2 bilhões de reais.

No papel, a proposta soa como redenção. Na prática, a torcida responde com desconfiança. O fiasco da 777 deixou uma marca profunda. O vascaíno aprendeu a desconfiar de promessas, fundos estrangeiros e discursos de “projeto a longo prazo”. Por isso, mesmo diante de cifras bilionárias e de um sobrenome poderoso no futebol, a reação dominante é o ceticismo.

As redes sociais captaram esse sentimento. Há quem comemore, mas há muito mais gente ironizando e freando a empolgação. Um torcedor resumiu o clima com humor ácido ao escrever “Crefilha vem aí”, juntando Crefisa com o fato de Lamacchia ser filho do dono do banco. Outro brincou, outro vibrou, mas a maioria deixou claro que já foi enganada vezes demais.

Hoje, entre o otimismo dos dirigentes e a fé da arquibancada, o placar é desigual. Está algo como 7 a 1 para o descrédito. O Vasco continua gigante em torcida e história, mas pequeno em confiança. E, enquanto a nova SAF não mostrar resultados reais, a palavra que define o sentimento do torcedor é uma só: cautela.

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