O domingo foi daqueles que fazem a torcida brasileira sorrir sem culpa. Dois nomes que simbolizam a nova geração do futebol nacional, Endrick e Estevão, tiveram atuações de impacto na Europa, chamaram a atenção da imprensa internacional e ajudaram a construir um cenário extremamente animador para a Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo.
Na França, Endrick vive um início fulminante desde que chegou por empréstimo ao Lyon. No fim de semana, o atacante marcou três gols na goleada por 5 a 2 sobre o Metz e foi o dono absoluto do jogo. A atuação reforçou a sensação de que o brasileiro não foi ao futebol francês para se adaptar, mas para dominar. Em poucos jogos, virou referência ofensiva, mudou o patamar do time e passou a ser tratado como um talento raro em plena explosão.
O desempenho foi tão contundente que reacendeu rumores sobre um possível retorno antecipado ao Real Madrid, clube que detém seus direitos. Não há qualquer confirmação oficial, e tudo indica que isso não passa, por ora, de especulação (até porque o prazo para isso já expirou). O fato concreto é que Endrick empilhou gols, exibiu força física, confiança e personalidade pouco comuns para alguém que mal começou a trajetória no futebol europeu.

Estevão sensacional
Na Inglaterra, o roteiro foi semelhante, embora em outro contexto. Com a ausência de Cole Palmer, Estevão assumiu o protagonismo no Chelsea e respondeu em alto nível. Contra o Crystal Palace, marcou um belo gol, deu assistência e foi o jogador mais decisivo da vitória por 3 a 1 fora de casa. Aos 18 anos, mostrou maturidade, velocidade e capacidade de decisão que o colocam como forte candidato a se firmar entre os titulares.
As atuações dos dois brasileiros chamaram atenção do jornal espanhol Diário As, que publicou, por coincidência, matérias altamente elogiosas sobre Endrick e Estêvão no mesmo dia. O veículo destacou o impacto imediato do atacante no futebol francês e classificou a exibição do jovem do Chelsea como uma das irrupções mais impressionantes vistas recentemente na Premier League.
Esse cenário não passa despercebido por quem pensa a Seleção Brasileira. O sorriso que se abre no rosto de Carlo Ancelotti não é gratuito. Ver dois talentos dessa idade decidindo jogos importantes, em ligas exigentes, antes mesmo de uma Copa do Mundo, é o tipo de notícia que qualquer treinador sonha em receber.
A nova geração não está apenas prometendo. Ela já começou a entregar. E, para o futebol brasileiro, isso pode significar muito mais do que um bom fim de semana europeu: significa a esperança concreta de um futuro que chega antes do previsto.
