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Futebol ETC
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Como o Romário arruma tempo para tudo – menos para o que Casagrande enxerga com “trabalho”  

Enquanto o comentarista cobra “trabalho”, o senador faz podcast, joga futvôlei, leva a namorada 34 anos mais nova para Paris e ainda sobra tempo para dar o que falar

Marcondes Brito

14/05/2026 5h41

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Reprodução,

Se a vida fosse um jogo de futebol, Romário seria daqueles atacantes que somem 80 minutos e aparecem só pra decidir. Só que, no Senado, a torcida (leia-se: Walter Casagrande, ex-jogador e atualmente comentarista esportivo) quer ele marcando em cima, sem descanso, de terno, gravata e crachá.

Mas o Baixinho, 60 anos, segundo mandato, resolveu dar um drible no comentarista que vive pegando no pé dele. Enquanto Casagrande berra que ele “não trabalha”, Romário faz questão de provar que tem tempo para tudo, menos para ter uma rotina chata.

Veja a linha do tempo do “drible da semana”:

· Podcast com Xavi Hernández – Repercussão internacional, conversa fina sobre tática. Trabalho? Não, segundo Casagrande. Mas gerou mais engajamento que muito discurso de plenário vazio.

· Futvôlei na praia – Treino funcional com contato humano e vitamina D. Casagrande chama de vagabundagem. Romário chama de “viver”.

· Madrugada em Brasília – Matéria da semana passada mostrou o senador nos bares da capital. Casagrande usou como prova da “falta de vergonha”. Romário usou como prova de que sabe aproveitar bem qualquer folga parlamentar.

· Paris com Bárbara (26, estudante de Nutrição, uma paraibana belíssima) – A cereja do bolo. O senador levou a namorada, nascida em Guarabita, no Brejo da Paraíba, para um shopping chique na capital do romance. E Casagrande quer saber de produtividade?

O dado técnico:

Romário, como parlamentar, tem pautas sérias (PcD, doenças raras, acessibilidade). Ninguém tira isso. Mas o problema é que trabalhar quieto não combina com o homem que fez 1000 gols.

Casagrande quer um senador tapa-buraco. Romário quer ser senador-celebridade-podcaster-namorador-jogador-parlamentar-da-noite. E por enquanto, está ganhando nos pontos – e nos flashes.

Conclusão do juiz:

Romário pode até não ser o parlamentar mais presente. Mas dizer que ele não trabalha é ignorar que, para ele, trabalhar também é viver. E viver, meu caro Casagrande, sempre foi o verdadeiro gol de placa.

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