O episódio mais recente veio de forma despretensiosa, quase banal. Em uma entrevista descontraída exibida esses dias, Lionel Messi comentou hábitos pessoais e revelou que costuma beber vinho misturado com Sprite, afirmando que a combinação acelera o efeito do álcool. Não era propaganda, não era campanha, não era combinado. Era conversa fiada.
O mercado, porém, levou a sério. Desde a exibição da entrevista, as ações da Coca-Cola acumularam valorização próxima de 5%, movimento que representou um ganho estimado de cerca de 12,9 bilhões de dólares em valor de mercado. Analistas apontaram o alcance global de Messi como fator decisivo para a reação, mostrando que a simples associação espontânea do craque com a marca foi suficiente para empurrar a empresa para cima na bolsa.
A cena contrasta frontalmente com um episódio que virou símbolo do efeito inverso. Em 2021, durante a Eurocopa, Cristiano Ronaldo afastou duas garrafas de Coca-Cola da mesa de uma coletiva de imprensa, pegou uma garrafa de água e disse apenas “água”. O gesto correu o mundo em minutos. No mesmo dia, as ações da empresa caíram cerca de 1,6%, e a perda estimada chegou a aproximadamente 5 bilhões de dólares em valor de mercado.
Quatro anos depois, a comparação virou quase um estudo de caso. Messi, sem levantar bandeira, sem discurso moral e sem confronto, ajudou a gerar bilhões. Ronaldo, com um gesto simples e simbólico, ajudou a apagar outros tantos. Dois dos maiores jogadores da história, a mesma marca, efeitos opostos.
No futebol, eles disputaram títulos, prêmios e recordes. Na bolsa, o placar foi ainda mais curioso: Messi no lucro, Ronaldo no prejuízo. E tudo isso sem um chute sequer na bola.