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Carlos Alberto, considerado um “mala”, elege quem são os “malas” da crônica esportiva

Totalmente sem filtro, o ex-jogador participou de um podcast e rasgou geral pra cima de nomes consagrados da mídia nacional

Marcondes Brito

04/01/2026 6h59

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Reprodução

Campeão da Champions League muito jovem, pelo FC Porto dirigido por José Mourinho, Carlos Alberto entrou cedo para a história do futebol europeu. O gol decisivo na final de 2004, contra o Mônaco, parecia o primeiro capítulo de uma carreira destinada ao estrelato permanente. O tempo mostrou outro roteiro. Depois do auge, ele rodou pela Europa, voltou ao Brasil, passou por clubes importantes e nunca mais alcançou o nível que a promessa inicial indicava.

Ainda assim, construiu respeito. Não como craque incontestável, mas como personagem. Hoje comentarista de TV, Carlos Alberto é conhecido pelo discurso direto, pouca diplomacia e pela fama assumida de sujeito “mala”. E foi justamente desse lugar que ele resolveu apontar, em tom de desabafo, quem considera os “malas” da crônica esportiva.

As declarações foram dadas no podcast “Entre Aspas Futebol”, num ambiente informal, em que Carlos Alberto falou de forma espontânea e sem filtro. No trecho que circula nas redes, ele dispara críticas a comentaristas conhecidos. Cita Mauro César Pereira de maneira provocativa, dizendo que o ideal é colocar um quilo de jornal molhado na boca dele.

Sobre André Rizek afirmou que o comentarista da Globo se comporta como se fosse praticamente o inventor do futebol, adotando um tom professoral e definitivo, como se fosse a autoridade máxima.

Em seguida, questiona comentários feitos por ex-jogadores que, segundo ele, hoje “só falam merda”, referindo-se especificamente a Roger Flores, da Globo.

Ao citar o veterano e respeitado  Renato Maurício Prado, faz um registro ambíguo: reconhece a inteligência do comentarista, mas afirma que sempre o achou desleal em determinados comentários.

Depois de listar os nomes, Carlos Alberto tenta deixar claro o ponto central do incômodo. Ele afirma não ter problema com críticas a desempenho ou análises duras dentro de campo. O limite, segundo ele, é quando o comentário vira ataque pessoal, quando se fala inverdade e se cria uma atmosfera hostil que atinge familiares, pais, filhos e pessoas que não escolheram estar expostas.

O ex-jogador diz que fala de frente, cita nomes e não age pelas costas. Afirma que não tem medo de encontrar ninguém, que toparia conversar e resolver diferenças no diálogo. Ao mesmo tempo, deixa claro que reage quando entende que a crítica deixou de ser profissional.

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