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A tentativa de golpe de Trump: ele queria tirar o Irã da Copa e colocar a Itália 

Segundo a BBC, o pedido foi feito pelo enviado especial de Trump, Paolo Zampolli, em conversa com o presidente da entidade, Gianni Infantino

Marcondes Brito

23/04/2026 9h48

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Foto: Andrew Harnik/Getty Images

A tentativa partiu diretamente do entorno de Donald Trump: tirar o Irã da Copa do Mundo de 2026 e colocar a Itália no lugar. A resposta da Fifa foi curta e clara: não.

Segundo a BBC, o pedido foi feito pelo enviado especial de Trump, Paolo Zampolli, em conversa com o presidente da entidade, Gianni Infantino. O argumento foi simples: a Itália tem quatro títulos mundiais e “mereceria” estar no torneio, mesmo sem ter conseguido vaga em campo.

O problema é que a Itália não se classificou. Ficou fora pela terceira Copa seguida. Já o Irã fez o caminho normal: garantiu sua vaga nas Eliminatórias da Ásia.

Nem isso impediu a tentativa de interferência. A Fifa descartou qualquer possibilidade de troca. Só haveria mudança se o próprio Irã desistisse, o que não aconteceu. Pelo contrário: apesar da tensão com os Estados Unidos, os iranianos confirmaram presença no torneio.

O pano de fundo é político. O Irã vive um cenário de conflito com os EUA, e a Copa será disputada em grande parte em território americano. Ainda assim, a entidade manteve a posição de não misturar classificação esportiva com pressão diplomática.

A sugestão revelada pelo Financial Times também teve um componente de conveniência: agradar o governo italiano. Mas esbarrou no óbvio — vaga em Copa do Mundo se conquista em campo, não em negociação.

A tentativa, enfim, mostrou mais um movimento de Trump para esticar limites. Depois de cutucar o Papa Leão XIV, desta vez, tentando mexer até na escalação de uma Copa do Mundo. E levando um NÃO sem rodeios.

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