O atacante Vinicius Junior, do Real Madrid, transformou seu pulso em uma vitrine de engenharia aeroespacial e luxo extremo. O craque brasileiro tem exibido um Richard Mille RM 037, uma peça de alta relojoaria que custa cerca de 200 mil euros — algo em torno de R$ 1,2 milhão. Não se trata de um acessório comum, mas de uma máquina construída com Carbono TPT, um material composto por centenas de camadas de filamentos de carbono que o tornam indestrutível e, paradoxalmente, leve como uma pena. Com o mostrador “esqueletizado”, que deixa à mostra cada engrenagem de ouro e titânio em funcionamento, o relógio é uma declaração agressiva de status. Ele possui um seletor de funções que permite ao usuário alternar entre o ajuste das horas e a corda com um simples clique, simulando a precisão de um câmbio de Fórmula 1. Para atletas como Vini Jr., a peça é o troféu definitivo de uma carreira que vale nove dígitos.
No entanto, essa exibição de opulência mecânica encontra um adversário de peso na filosofia de Jack Ma. O fundador do gigante Alibaba, que já ostentou o título de homem mais rico da China e um dos mais poderosos do mundo, é o autor de uma crítica ácida que desmonta o mercado de luxo em uma única frase. Ma, que saiu da pobreza como professor de inglês para construir um império de tecnologia, defende que a função deve sempre soterrar a vaidade. “Se você colocar um relógio de 300 ou um de 300.000, ambos marcam a mesma hora”, disparou o bilionário em uma de suas lições sobre pragmatismo financeiro. Para o magnata chinês, o tempo de quem usa uma peça popular corre na mesma velocidade do tempo de quem carrega o PIB de uma pequena cidade no braço. Enquanto a joia de Vini Jr. grita para o mundo onde ele chegou, a lição de Jack Ma sussurra que, no fim do dia, o valor real de um homem não pode ser medido por engrenagens, por mais raras e caras que elas sejam.