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Faltou o Cabral

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A cúpula do PMDB bate cabeça para entender como perdeu a segunda maior prefeitura do País, com a ‘máquina na mão’ no Rio e Brasília e o sucesso da Olimpíada tendo Eduardo Paes como anfitrião. Não foi só o sem-jeito Pedro Paulo e o bordão ‘bateu na mulher’. Para caciques no Congresso, o partido errou ao afastar do candidato o prefeito Paes – o garoto propaganda da cidade – e não consultar os mais experientes. Sérgio Cabral só foi procurado nos últimos dias da campanha, quando mais nada poderia fazer.

O chefe

Cabral vive um estratégico período sabático fora da política, mas foi ele quem tirou Paes do PSDB e o elegeu prefeito, e foi quem fez o sucessor Pezão no Governo.

Coleção

A eleição interrompeu vitoriosa série de conquistas do marqueteiro Renato Pereira, que elegeu Cabral e Paes (duas vezes) e Pezão. Mas agora teve a mais estrondosa derrota.

Bolsokid 1

Há quem espalhe que os Bolsonaros saíram derrotados no Rio. Engano puro. A família tem um dos vereadores mais votados do País, e o campeão de votos no Rio (Carlos).

Bolsokid 2

Flávio Bolsonaro tornou-se o fiel da balança para o 2º turno. São seus 14% (militares, conservadores) quem ajudarão a eleger o novo prefeito carioca. E não irão para Freixo.

Renan x Eunício

O futuro ministro do Turismo, o deputado federal Marx Beltrão, é da cota do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), embora Renan negue ingerência. O que deve deixar o cargo, o atual ministro Alberto Alves, que foi secretário-executivo, é nome do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), e potencial sucessor de Renan.

Calça-justa

A partir de fevereiro, quando será alterada a Mesa Diretora, o presidente Michel Temer terá de sair de uma calça-justa para agradar a dois caciques sem perder o controle da base, do próprio PMDB senatorial, e ter um aliado no comando da Casa Alta.

Tá bom…

Após proibir a circulação de jornalistas no último andar do Palácio, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, despista: “A liberdade de imprensa está no DNA do PMDB”. “Logo, o governo chefiado pelo Michel Temer seguramente será um governo em que a liberdade de imprensa será resguardada e protegida”, complementa Padilha.

Cautela oral…

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que tece elogios rasgados às propostas do Planalto, em especial à reforma do ensino médio, evitou comentar a sondagem CNI/Ibope que mostrou a reprovação geral do Governo Temer. “Não quero comentar até porque não acredito em pesquisas”, esquivou-se o senador.

… e Pancada verbal

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que o presidente Michel Temer não tem e nunca terá apoio da população. “Ele não tem a legitimidade para promover as mudanças. Só 14% de aprovação?”

Limpa

Já está sobre a mesa da presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, a longa lista de convênios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Linha dura, a ministra adiantou que vai passar a tesoura em cerca de 50% dos contratos.

De quem sabe

Do jurista e ex-deputado Sérgio Carneiro, sobre proposta vitoriosa da OAB contra financiamento por empresários: “Ficou uma brecha que foi a contribuição ilimitada dos próprios candidatos. Muitos milionários se elegeram com recursos pessoais”.

A caminho

“Se é para ser financiamento público exclusivo, necessário se faz emenda à PEC aprovada na CCJ do Senado para acabar as coligações já em 2018. Esta medida apenas provocaria o fim dos partidos pequenos e de aluguel e a fusão dos demais”


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