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Acordo no Senado com aeronautas evita apagão aéreo

Leandro Mazzini

27/05/2019 15h15

Foto: Poder360

Um acordo selado no plenário do Senado evitou novo apagão aéreo nos próximos dias.

Pilotos e comissários ameaçavam cruzar os braços se os senadores não incluíssem na MP 863/18, que abriu 100% do capital das empresas aéreas, uma emenda que resguarde os postos de trabalho para tripulantes brasileiros.

A emenda foi derrubada durante a votação da MP na Câmara Federal – isso abria alternativa para as companhias, que poderão ter aporte estrangeiro, contratarem tripulação dos países de origem dos investidores.

Após pressão do Sindicato Nacional dos Aeronautas, senadores anunciaram acordo que prevê a votação desta ressalva na Lei Geral do Turismo – em debate na Comissão de Constituição e Justiça – e depois no plenário.

“Sem a referida ressalva” diz o comandante Tiago Rosa, secretário-geral do SNA, pode haver “transferência de rotas hoje operadas por brasileiros para empresas estrangeiras”.

Vem aí a aérea Globalia, de capital europeu, que vai operar rotas domésticas no Brasil. A empresa terá de contratar tripulação brasileira, se o projeto dos aeronautas vingar.

 

Intensivão

O secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, roda o Brasil em encontros com políticos alinhados com o Governo, e da oposição, para esclarecer o sistema de capitalização proposto na PEC da Previdência. A resistência, observa Rolim, se deve ao desconhecimento de que hoje o Brasil já tem sistemas de capitalização.

“Todos os regimes previdenciários de municípios a partir de 2004 são capitalizados, com benefício definido. E isso funciona muito bem”, resume. Outro ponto rebatido por Rolim é de que a capitalização extinguiria o modelo vigente, de repartição simples. “Os dois vão se manter em paralelo. Ele é voltado apenas para os novos trabalhadores”.

 

Oi e tchau 

O empresário Abílio Diniz, que está indiciado pela Polícia Federal na ação Carne Fraca pelos crimes de estelionato e organização criminosa, visitou o presidente Jair Bolsonaro. A pauta não foi revelada. Mas o empresário busca desde as eleições uma aproximação com o chefe da Nação. Teme novas investigações. Mas Bolsonaro não pode ajudar.

 

Fragilidades

A defesa do senador Flávio Bolsonaro já prepara argumentos técnicos sobre o que aponta fragilidades sobre a investigação do Ministério Público na quebra do sigilo fiscal dele. O MP pediu a quebra do sigilo das operações dos últimos 12 anos até de assessores que acabaram de entrar no gabinete.

Pegou mal na ALERJ também a exigência de notas fiscais de gastos dos outros deputados estaduais investigados, dos últimos anos. Muita coisa já foi para o lixo – e nem os fornecedores as têm. O que se diz na praça é que a vontade dos procuradores em derrubar o senador vai levá-los a passos largos para o fim do inquérito.

 

É do jogo

O que parece sensato – em parte o é – também esconde a oposição por pura vontade de ser.. oposição. E isso o Planalto leva em conta também. Fato é que 11 dos 14 governadores que assinam carta contra decreto da posse e porte de armas são da oposição a Bolsonaro. A maioria do Nordeste, para onde ele vai agora em agenda.

 

Mega Sena

Outra das desgraças da Mega. Osmar Malavazi, de Altônia (PR), jura que jogou os seis números do prêmio de R$ 289 milhões, mas a caixa da lotérica não registrou o volante. Alega que jogou os números correspondentes à sua data de nascimento e outros que sempre apostou. O delegado acredita na versão

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