Desativado há mais de uma década, mas presente nas memórias de Brasília, o Clube da Imprensa despertou, de repente, uma guerra interna na capital. A venda do imóvel, que fica no Setor de Clubes Esportivos Norte, a vinte metros do Lago Paranoá, foi aprovada em assembleia convocada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, por 30 votos a favor e 4 contra, no último sábado, dia 19.
A decisão provocou forte reação da velha guarda dos jornalistas de Brasília. A iniciativa da atual diretoria do SJP-DF pode agora ser alvo de questionamentos na Justiça. Um abaixo-assinado, com cerca de 200 assinaturas, mas caminhando para 300, critica a tentativa de venda do terreno do clube e ameaça recorrer à Justiça para barrar a operação.
O documento lembra que o Clube da Imprensa cumpre papel histórico na capital — por exemplo, foi lá que surgiu o bloco Pacotão, o mais político dos carnavais de todo o País. O problema está em que ninguém sabe qual o valor da dívida fiscal e patrimonial do clube, nem como o espaço será mantido.
Aliás, nem se sabe quanto e a quem o Clube da Imprensa deve. E nem quem deve a ele, pois já alugou partes do espaço antes.