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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Uma chapa de centro-esquerda para a capital

PSB aposta em alianças para consolidar candidatura de Ricardo Cappelli ao Buriti.

Eduardo Brito

22/06/2026 18h24

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Ricardo Cappelli na festa de pré-lançamento da cndidatura crédito ASCOM/PSB

O lançamento da candidatura ao Buriti do ex-interventor Ricardo Cappelli (foto), no último fim de semana, é o primeiro passo formal para a composição de uma chapa de centro-esquerda no Distrito Federal, tendo como polo o PSB.

A definição é de um dos estrategistas do partido, o ex-secretário Valdir Oliveira, que participa das negociações desde o início.

A proposta inicial era reunir todas as correntes vistas como progressistas, da esquerda petista ao chamado centro democrático.

A insistência do PT em manter a cabeça de chapa e o surgimento de candidaturas competitivas da centro-direita impediram o avanço desse modelo.

As negociações entre PSB e PT perderam força, mas o partido afirma que avançou nas conversas com outras legendas de centro.

A expectativa é de uma composição com o PSDB da distrital Paula Belmonte, o Solidariedade do ex-senador José Antonio Reguffe e o PDT, em negociação com o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi.

Vagas majoritárias preenchidas aos poucos

No lançamento da pré-candidatura de Cappelli, o PSB optou por deixar em aberto as demais vagas majoritárias para facilitar futuras composições.

As chapas para deputado federal e distrital já estão desenhadas, enquanto permanecem vagas os cargos de vice-governador e de dois candidatos ao Senado.

Entre os nomes cogitados estão José Antonio Reguffe e Paula Belmonte.

As negociações com o PDT também podem levar a senadora Leila Barros para a composição, inclusive com possibilidade de apoio simultâneo da chapa de Cappelli e da candidatura petista de Leandro Grass.

Críticas se concentram na saúde

O evento reuniu lideranças do PSB e aliados em potencial.

Cristovam Buarque confirmou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Reguffe participou da cerimônia, mas sem confirmar candidatura.

Durante o discurso, Cappelli fez críticas aos governos de Celina Leão e Ibaneis Rocha, concentrando os ataques na área da saúde, especialmente nas filas para cirurgias.

De olho nos números dos eleitores

Caso a frente ampla progressista não se concretize, o grupo de Cappelli deverá disputar as eleições em uma chapa de centro-esquerda, enquanto a federação PT-PV-PCdoB seguirá com Leandro Grass ao Buriti, Érika Kokay ao Senado e Leila Barros na disputa pela reeleição.

As vagas de vice e de suplentes ao Senado poderão ficar com o PSOL.

Os articuladores da candidatura avaliam que o principal desafio será ampliar o desempenho eleitoral da esquerda no Distrito Federal.

Eles lembram que, após o auge registrado em 2010, quando Agnelo Queiroz quase venceu no primeiro turno, as candidaturas petistas perderam força.

Também citam que, em 2022, Leandro Grass chegou a 26% dos votos e ficou próximo de levar a disputa para o segundo turno, reforçando a avaliação de que coligações mais amplas podem aumentar a competitividade do campo progressista.

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