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Do Alto da Torre
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Três partidos e um problema

Após a conversa, decidiu ficar no PL. Mas, nestes 16 dias que faltam para encerrar-se o prazo de filiação, deve ocorrer uma série de trocas.

Eduardo Brito

18/03/2026 18h34

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Rodrigo Delmasso crédito ASCOM/CLDF

MDB, PL e Republicanos enfrentam o mesmo problema no Distrito Federal: nominatas eleitorais numerosas demais para garantir a eleição até mesmo dos que têm votos, mas ficam abaixo do terceiro ou quarto lugar na própria legenda.

Isso para candidatos a deputado distrital. Para federal, vale do segundo em diante. É que, agora, o número máximo de inscritos nas chapas é relativamente pequeno, o que limita a quantidade de “escadas”, os candidatos de menor potencial que servem apenas para engordar a soma de votos e ajudar os que estão na frente.

O resultado é que, como já aconteceu na eleição passada, candidatos bem colocados não conseguem vagas. Os beneficiados acabam sendo os mais votados de partidos menores, que não têm como disputar mais do que uma ou duas vagas.

O resultado, na última eleição, pode ser visto com facilidade: 17 candidatos tiveram votação superior à da última na lista dos eleitos para a Câmara Legislativa. Ficaram de fora por conta da soma de votos na legenda.

Por exemplo, Rodrigo Delmasso (foto), do Republicanos, teve 24 mil votos e ficou de fora, enquanto Dayse Amarílio, do PSB, elegeu-se com 11 mil. O mesmo aconteceu com nove candidatos a deputado federal.

Essa contagem tem duas consequências: o esforço para evitar a superlotação de candidatos com mais potencial, por parte de quem está nos partidos maiores, mas com a contrapartida de evitar as legendas que, por serem fracas demais, arriscam-se a não eleger ninguém.

Decorrem daí as disputas internas por mais espaços. Nesta quarta-feira, 18 de março, o distrital Joaquim Roriz Neto reuniu-se com o presidente nacional de seu partido, o PL, justamente para garantir seu espaço.

Após a conversa, decidiu ficar no PL. Mas, nestes 16 dias que faltam para encerrar-se o prazo de filiação, deve ocorrer uma série de trocas.

MDB e Republicanos, por exemplo, arriscam-se a perder candidatos fortes. Já os partidos médios podem receber maior número de filiações, mas oferecendo poucas garantias de eleição.

Vêm emoções fortes à medida que se esgota o prazo.

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