A governadora Celina Leão (foto) pretende aproveitar todas as oportunidades para defender sua administração, ainda que isso possa significar um embate em vez de um debate. É uma referência ao início de campanha, quando todos os adversários se reuniram não apenas para criticar o Buriti, mas para forçar uma associação entre ela própria e o antecessor, Ibaneis Rocha.

Celina confia em sua experiência. Por exemplo, no caso do debate da Band, soube administrar o tempo: em geral, os adversários esgotavam seu espaço enquanto ela ainda tinha como completar seus argumentos.
Mais do que isso, o Buriti constatou que oponentes dela, mesmo de vertentes adversárias entre si, uniram-se na hora de questionar.
Revisão de regras
Em qualquer hipótese, Celina pretende participar de todos os debates. Sua equipe terá, porém, mais cautela com as regras.
Registrou, desta vez, que o sistema — com o qual todos os participantes concordaram — permitia 12 perguntas entre eles e mais 12 de fora. Das 24 questões, todas continham acusações ao governo brasiliense.
Da mesma forma, registrou-se um surpreendente grau de aproximação entre os cinco adversários, como se não houvesse desentendimentos entre eles, mas concordância na oposição ao governo.
Líderes de pesquisas evitaram primeiro debate
A governadora brasiliense Celina Leão foi mesmo uma das exceções entre os candidatos à reeleição a aparecer no primeiro debate eleitoral, na Band, na noite de domingo.
A maioria dos governadores que concorrerão, assim como os candidatos que lideram as pesquisas iniciais, evitou aparecer. Foram os casos de Daniel Vilela, na vizinha Goiás; de Sérgio Moro, no Paraná; de Jorginho Mello, em Santa Catarina; de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro; e até de Roberto Cidade, empossado há pouco no Amazonas.
Em Minas, o debate acabou adiado, por ainda haver dúvida sobre os nomes de todos os candidatos, mas o favorito, Cleitinho, não apareceria. Todos queriam evitar tornar-se alvo preferencial dos opositores.
A exceção foi São Paulo, onde apenas dois candidatos tinham condições legais para serem convidados: o atual governador, Tarcísio de Freitas, e o ex-ministro Fernando Haddad.
Com o foco concentrado, Tarcísio conseguiu centrar o debate na segurança, no fim da Cracolândia e no desequilíbrio financeiro do governo Lula.
Mais animados foram os estados em que há distância menor entre os favoritos, como Rio Grande do Sul, Ceará ou Bahia, em que todos compareceram, seguindo o exemplo do Distrito Federal.