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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Tem mais escândalo à vista

Que o incipiente mercado de créditos de carbono é ainda uma área aventuresca, todo mundo já sabe.

Eduardo Brito

07/05/2026 18h41

Imagem: iStock

Que o incipiente mercado de créditos de carbono é ainda uma área aventuresca, todo mundo já sabe.

Mas está em evolução um escândalo daqueles em que ninguém põe defeito.

Dois operadores do mercado financeiro criaram uma empresa para comercializar esse tipo de crédito e deram-lhe o nome significativo de Joias Ecológicas.

Também de forma significativa, estão operando com créditos de carbono em reservas extrativistas (Resex) na Amazônia.

Um deles foi sócio de próspero grupo do mercado financeiro da Faria Lima e o segundo foi assessor sênior da presidência do BNDES.

Os dois se conheceram durante um programa de pós-graduação na Universidade de Harvard e fundaram a empresa em 2025.

Hoje, a empresa conta com 12 empregados.

A coisa pega quando se fica sabendo que quatro desses integrantes da equipe são ex-servidores do ICMBio, contratados estrategicamente para facilitar o diálogo e a entrada em comunidades tradicionais.

Empresas financeiras agora descobrem a Amazônia prometendo a redenção financeira para as comunidades tradicionais.

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