A cada novo governo, reservam-se cargos de primeiro escalão para ex-detentores de mandatos eletivos, às vezes para se aproximar de suas antigas bases ou, em outras, para dar-lhes a expectativa de retomá-los. No governo Ibaneis, isso não funcionou de maneira nenhuma. A quase totalidade dos políticos nomeados não conseguiu retomar o mandato.
A lista começa pelo ex-vice-governador e depois secretário de Assuntos Internacionais Paco Britto. Estende-se agora por uma longa relação, com os ex-secretários Rodrigo Delmasso, Cristiano Araújo, Agaciel Maia, Cláudio Abrantes, Sérgio Avelar e Gilvan Máximo.
Mas a lista não parou aí. Atingiu secretários que nunca haviam sido candidatos antes, caso do poderoso e competente secretário de Governo, José Humberto Pires, além de Hélvia Paranaguá, Marcela Passamani, Ana Paula Marra e do destacado jornalista Bartolomeu Rodrigues, o Bartô. Não escapou nem a ex-primeira-dama Mayara Noronha, que também foi secretária de Assistência Social.
Exceção que confirma a regra
Só restou uma exceção, a que confirma a regra. André Kubitschek (foto), neto de Juscelino e filho do ex-senador Paulo Octavio, conseguiu eleger-se distrital após uma tentativa frustrada.
Ala inteira de mudança
Uma ala inteira do quarto andar da Câmara Legislativa vai trocar de ocupantes a partir de 2027. Os quatro gabinetes localizados no lado esquerdo do corredor serão desocupados ao fim desta legislatura, cada um por um motivo diferente.
Paula Belmonte (PSDB) deixa a Casa após disputar o Governo do Distrito Federal. Fábio Félix (PSOL) sobe para a Câmara dos Deputados depois de ser eleito deputado federal com 224.224 votos, a maior votação para o cargo no DF. Já Iolando (MDB) e Doutora Jane (Republicanos) não conseguiram a reeleição para a Câmara Legislativa.