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Do Alto da Torre
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Rombo das contas do DF pode passar de R$ 7 bilhões

O diagnóstico é um recado: sem ajuste e corte de gastos, o próximo governo enfrentará uma forte restrição financeira.

Eduardo Brito

21/05/2026 18h24

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Valdir Oliveira crédito DIVULGAÇÃO

Já pode ser traduzida em números a constatação feita pelo secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, de que Brasília virou uma “máquina desgovernada”.

Quem fez as contas foi Valdir Oliveira, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, em estudos técnicos que apontam um rombo que pode chegar a R$ 7,7 bilhões em 2026.

Existe um patamar ainda mais preocupante: se houver frustração de receita, esse número pode ultrapassar R$ 9 bilhões.

O peso maior estaria no crescimento acelerado das despesas, nos restos a pagar e nas chamadas Despesas de Exercícios Anteriores, conhecidas pela sigla DEA.

Os números que mais preocupam Valdir Oliveira são justamente esses, os das despesas empenhadas e não pagas.

O DEA projetado para 2026 está estimado em R$ 1,6 bilhão, enquanto os Restos a Pagar Não Processados saíram de cerca de R$ 1 bilhão em 2022 para R$ 1,7 bilhão em 2025.

A avaliação dele é de que pode ter havido uma sensação artificial de equilíbrio fiscal.

O problema é que a fatura agora começa a vencer.

Responsável pela escolha de Valdivino, a governadora Celina Leão está fazendo cortes no orçamento.

Inverteu assim a tendência do governo brasiliense de ampliar a estrutura administrativa, com a criação de administrações regionais e uma secretaria.

Para Valdir, o governo já opera “no limite”, com uma dinâmica que pode mascarar a real situação das contas públicas.

O diagnóstico é um recado: sem ajuste e corte de gastos, o próximo governo enfrentará uma forte restrição financeira.

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