Reaparecendo no mundo político ao apoiar candidatura da distrital ao Buriti pelo PSDB, partido que também andava meio sumido no Distrito Federal, o ex-senador José Antonio Reguffe (foto) avisa que seu projeto é ajudar na recriação de um centro democrático no espectro político do País.
Aliás, seria mais do que isso, pormenoriza Reguffe: um “centro democrático não fisiológico”, para ele “o que falta hoje ao Brasil”. Estabelece assim uma diferença essencial com relação ao atual Centrão.
Dentro dessa linha de raciocínio, hoje se tem uma esquerda bem definida, com o PT e seus satélites, mais aliados como o PSB e o declinante PDT, assim como uma direita menos delimitada, mas igualmente identificável, de bolsonaristas facilmente perceptíveis e conservadores em geral.
Para Reguffe, faltam ao País, no momento, opções autênticas de centro.
Dúvidas no horizonte
Filiado ao Solidariedade, Reguffe ainda não se decidiu se concorrerá às eleições deste ano. É um problema, pois a última vez que foi às urnas, batendo um recorde de votos e chegando ao Senado, ocorreu em 2016.
É muito tempo afastado. Caso volte, levará em conta que, mesmo federado ao nanico PRD, o Solidariedade dificilmente chegará ao quociente eleitoral, nas eleições de deputados.
Restariam como opções apostar em uma candidatura individual, que conseguiria cadeira caso chegasse a 80% desse quociente, ou uma aventura majoritária, como o retorno ao Senado.