Já recuperado dos problemas de saúde que enfrentava, o ex-senador José Antônio Reguffe decidirá, nos próximos dias, se será candidato nas eleições deste ano. Reguffe acelerou suas negociações.
Esteve na festa de aniversário do deputado Rodrigo Rollemberg, ao lado de dois candidatos ao Buriti: Paula Belmonte, do PSDB, e Ricardo Cappelli, do PSB (foto). Sua negociação, já avançada, é com Paula Belmonte.
Reguffe tem duas possibilidades pela frente. Pode ser candidato a deputado federal. Nesse caso, porém, enfrentaria um desafio adicional.
É que está filiado ao Solidariedade, SD, partido com relativamente poucos quadros no Distrito Federal. Isso significaria que, para ser eleito, Reguffe precisaria atingir sozinho o quociente eleitoral, a barreira numérica que define se um partido tem direito à representação.
Calcula-se que o quociente eleitoral para a Câmara dos Deputados, este ano, ficará em 230 mil votos, no mínimo. Nesse caso, Reguffe precisaria atingir essa votação praticamente sozinho, tarefa difícil para quem não disputa eleições desde 2014.
A outra alternativa seria o retorno ao Senado. Aí não se coloca a questão do quociente, mas Reguffe teria de enfrentar candidatos já em plena campanha.
O ex-senador ainda não se definiu. Mas avisa: em duas semanas, na política, pode acontecer de tudo.