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Do Alto da Torre
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Questão de tom

João Hermeto, do MDB, reagiu de forma exaltada às críticas envolvendo a condução do banco.

Eduardo Brito

24/02/2026 18h35

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Primeira foto, distrital João Hermeto crédito Carlos Gandra/Agência CLDF

Aos gritos (foto)

A reunião com os deputados distritais foi quente na Câmara Legislativa, nesta terça-feira, 24. Em meio ao avanço das discussões sobre o projeto para salvar o BRB, o líder do governo na Câmara Legislativa, distrital João Hermeto (foto), do MDB, reagiu de forma exaltada às críticas envolvendo a condução do banco.

Segundo ele, haveria uma “esquerda suja” tentando atribuir aos deputados a responsabilidade pela atual situação da instituição. “Mentira”, disparou. Aos gritos e batendo na mesa, Hermeto afirmou que os parlamentares não são responsáveis pelo cenário enfrentado pelo BRB.

“Não fomos nós que levamos o BRB a esse caos. Parem de denegrir a imagem dos deputados que estão aqui”, declarou. E, em seguida, disparou: “Quem contribuiu para o BRB estar assim tem que ser preso”.

Vidente?

O debate sobre o projeto que autoriza a liberação de imóveis públicos para socorrer o BRB também rendeu provocações. Quando o distrital Fábio Félix, do PSOL, afirmou que “já ouviu dizer” que a Câmara Legislativa poderia amanhecer desmoralizada no dia seguinte à eventual aprovação da proposta, o líder do governo, João Hermeto, reagiu com ironia.

“Você é vidente?”, questionou, em tom de deboche.

Atraso e ironia

O distrital Jorge Vianna (PSD) chegou depois do início da reunião entre os parlamentares e já encontrou o ambiente em ebulição. Informado de que o governo enviaria uma nova versão da proposta, virou-se para o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) e foi direto ao ponto: “Pior ou melhor?”

A pergunta resumiu o clima de incerteza que ronda as posições dos distritais.

Para seguir o rito (foto)

A distrital Paula Belmonte (PSDB) questionou o presidente da Casa, Wellington Luiz (foto), sobre o novo texto que o governo enviou para substituir o projeto protocolado na sexta-feira. Segundo ela, se a proposta original será formalmente substituída e o novo conteúdo não consta na pauta da reunião, o tema não pode ser tratado como se estivesse em discussão regular.

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Welington Luiz entre Moniz Machado e Thiago Manzoni crédito Carlos Gandra/Agência CLDF

Para a parlamentar, o correto é que o projeto seja transferido para a próxima reunião do Colégio de Líderes, garantindo previsibilidade e respeito aos ritos da Casa. Wellington garantiu que o projeto não seria pautado ontem.

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