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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Quem são os super-ricos

Nós queremos um Brasil em que os super-ricos paguem Imposto de Renda

Eduardo Brito

10/07/2025 18h30

erika kokay

erika kokay

A deputada brasiliense Érika Kokay, do PT, defendeu o aumento dos tributos dos super-ricos para que se isentem do Imposto de Renda os que ganham até R$ 5 mil, que ela compara a 3,1 salários-mínimos – e que deve ser a grande bandeira para a reeleição de Lula.

“Não há como esconder”, diz ela, “o que está em jogo neste momento no Brasil. Nós queremos um Brasil em que os super-ricos paguem Imposto de Renda. Nós queremos um Brasil em que tenhamos um orçamento que enfrente as desigualdades sociais. Nós queremos um Estado, aquele pensado por Celso Furtado, que enfrente os problemas nacionais. Como é possível achar que é natural haver tantas desigualdades no Brasil?”

Aliás, diz ela referindo-se aos adversários do PT, “eles fizeram o Brasil voltar a conviver com a fome porque eles acham natural a fome”.

Não se sabe bem como é essa história de fome, mas o conceito aplicado por Érika Kokay aos super-ricos é bastante discutível.

Os projetos já desenhados para dar a isenção aos que ganham até cinco salários-mínimos preveem aumentar o Imposto de Renda de quem ganha R$ 600 mil por ano, mas sabe-se que a conta só fecharia se esse montante for rebaixado para 400 ao ano. Isso significa R$ 33 mil por mês.

É um salário de classe média, nada a ver com os bilionários desse discurso. Em qualquer grande empresa privada é o que se paga a um gerente – e no dia em que um gerente de fábrica for super-rico o País estará muito mal.

Quanto aos verdadeiros super-ricos, aqueles dos fundos das Ilhas Cayman, parece improvável que sejam alcançados pelo Imposto de Renda.

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