Em sentido inverso, o ex-deputado Geraldo Magela, falando em nome do PT, fez nesta terça-feira um apelo ao também ministro André Mendonça para que libere o mais rapidamente possível a delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília.
Para Magela, houve um rombo nos recursos do banco, e Paulo Henrique Costa não fez isso sozinho.
Segundo o ex-deputado, Paulo Henrique já fez essa delação. Fica aí um problema.
Na verdade, Paulo Henrique fez uma proposta de delação premiada, inclusive com sete anexos, mas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou essa proposta.
Segundo os procuradores constataram, e o próprio Gonet ratificou, as informações prestadas pelo ex-presidente do BRB tinham “reduzida utilidade e débil eficácia potencial” para a condução das investigações.
Em outras palavras, essa delação premiada não tem existência legal.
Para que declarações de um suspeito possam ser “premiadas”, ou seja, objeto de negociação com as autoridades, precisam ser eficazes, isto é, trazer fatos novos e relevantes para as investigações em curso.
Sem isso, não são delações.