Enquanto o PDT não bate o martelo sobre onde fica ou onde vai, o PSOL, que já foi apontado como possível partido para aliança com a sigla do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, já começa a se articular para 2018. E decidiu: vai ter candidato próprio ao Governo do DF. A Executiva Regional do partido decidiu, de forma unânime, que vai mais uma vez entrar na disputa. O nome ainda não foi fechado. Mas tudo indica que Toninho Andrade seja outra vez a aposta do partido.
Críticas
A legenda argumenta que, diante da grave crise política pela qual o País – e o DF, por consequência, passa -, a população está desacreditada nos políticos. “O atual governador Rollemberg é rejeitado pelo povo por descumprir promessas e não governar para os mais pobres; os últimos dois governadores e um vice-governador foram presos, acusados de receber propina referente às obras da Copa do Mundo de 2014; a Câmara Legislativa, de maioria conservadora, tem vários membros sendo investigados por atos de corrupção; a Câmara não representa os anseios e as reivindicações da população; a militância do PSOL sempre foi linha de frente na denúncia desses esquemas”, diz o partido, em nota. Para tomar a decisão, a Executiva diz ter ouvido a população, os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil.
Quem vem por aí
Outros nomes que devem ser lançados para o Legislativo – local ou federal – são o de Maninha, um dos quadros mais importantes do partido no DF, e Fábio Félix, militante da causa
da LGBT.
PPS “faz questão” dos investigados
A deputada distrital Celina Leão diz que não há qualquer mal estar no PPS sobre a permanência dela e do deputado Raimundo Ribeiro, ambos investigados pela Operação Drácon, no partido. Muito pelo contrário, ela garante. “Tivemos uma reunião na segunda-feira e foi estabelecida uma comissão eleitoral, da qual participamos eu, Raimundo e o senador Cristovam Buarque”, conta. O PPS “está muito tranquilo”, diz a parlamentar. “(O partido) tem convicção da nossa inocência, faz questão da gente. É uma crise que não existe”, arremata.
À espera da Justiça
O PPS divulgou nota para dizer que seguirá conversando de modo respeitoso e republicano com as diversas forças democráticas da capital, “tendo como norte a defesa de uma Brasília com saúde decente, com mais segurança e com foco na geração de emprego e renda, especialmente para os mais jovens”. Diz que os elementos de prova apresentados contra os dois deputados investigados foram insuficientes para justificar as acusações, razão pela qual aguardará a decisão do Poder Judiciário, “reafirmando nossa confiança de que em breve a justiça será feita e tudo o mais esclarecido”.
Ficha limpa
No texto, o partido reafirma a oposição ao governo Rollemberg e diz que seguirá em frente para oferecer aos eleitores do DF “uma candidatura capacitada, de ficha limpa e com notória credibilidade, para resgatar Brasília do estado de abandono e descrença política em que se encontra”.
Pedras?
Receber ataques por meio das redes sociais virou rotina para o senador Cristovam Buarque. Isso acontece desde o ano passado, quando ele apoiou o impeachment da ex-aliada Dilma Roussef. Conforme mostrou o Jornal de Brasília no mês de março, em matéria do repórter Eric Zambon, a hostilidade dos internautas motivou, inclusive, que o parlamentar triplicasse o uso da cota parlamentar em 2016, gastando quase R$ 110 mil ao longo do ano, com consultorias e com uma empresa para administrar as redes sociais.
Guardo todas…
Como resultado, Cristovam passou a fazer postagens mais corriqueiras, opinativas e às vezes com ressalvas curiosas.
…um dia, construirei meu mandato
Ontem, por exemplo, ele publicou um texto em que se posicionou favoravelmente à Reforma Trabalhista e, prevendo a reação geral, emendou: “Espero que seja lido antes de eu ser criticado”. Justo, mas não adiantou.