Depois que o senador Flávio Bolsonaro anunciou apoio a uma CPI do Master, sob uma série de cobranças de petistas, correligionários seus exigiram que a bancada petista enfim assinasse o pedido de instalação.
A deputada brasiliense Érika Kokay subiu à tribuna para assegurar, falando pelos petistas, que “nós assinamos as CPIs que não são capitaneadas por quem está envolvido em denúncias de cotas parlamentares e que não estão sendo vítimas de busca e apreensão”.
Por isso, encerrou, “CPI do Banco Master já”.
A também brasiliense Bia Kicis não perdoou e começou a gritar para Érika: “Assinou, meu bem? Assinou? Assinou? Cadê? Mostre aí, vai; mostre aí…”
Não veio resposta.
Bia parte para o ataque

Após as provocações, quem tomou a palavra foi a própria Bia Kicis, sempre ela, para acusar: “agora, a esquerda grita que também quer CPMI; nunca quiseram, e o próprio deputado Lindbergh Faria disse que não conseguiu o número necessário, mas a que nós fizemos”, disse, referindo-se à direita bolsonarista, “já tem mais de 280 assinaturas, e é essa que, há muito tempo, vem sendo negada”.
Na CPMI do INSS, um único senador do PT assinou e, acusou Bia, “os petistas fizeram de tudo para acabar com essa mesma CPMI do INSS, e agora vem o Lula e troca o delegado da Polícia Federal que investigava os desvios, bem na hora em que esse delegado determina a quebra de sigilo bancário do Lulinha”.