O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia determinado que estava errada a forma de cálculo das chamadas sobras eleitorais, que determinam o preenchimento das últimas vagas nas eleições proporcionais.
O relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski – esse mesmo que, aposentado, foi para a pasta da Justiça – decidiu que o erro só seria corrigido na próxima eleição.
Com isso, sete deputados federais permaneceram no cargo, mesmo com o erro admitido. Um caso é de Brasília: o ex-governador Rodrigo Rollemberg, que teve 52 mil votos, permaneceu de fora, deixando a vaga para Gilvan Máximo, que ficou nos 21 mil. Entretanto, a defesa dos sete excluídos entrou com embargos e, dessa vez, conseguiu as vagas. Só há um porém.
O ministro André Mendonça quer que a decisão seja tomada em votação presencial, com a presença de todos os integrantes do Supremo, e não pelo chamado plenário virtual. Isso pode adiar a decisão para agosto. Fica o registro de que André Mendonça pode retirar a qualquer momento o pedido de destaque, antecipando o retorno. Enquanto isso, Rollemberg permanece como secretário de Economia Verde, no Ministério do Desenvolvimento, aquele acumulado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Um caso já está perdido
Um dos sete deputados a perigo, porém, pode ter sua saída antecipada. Sílvia Waiapi foi colocada em xeque pelo Tribunal Regional Eleitoral, que andou fazendo contas e concluiu que ela torrou dinheiro de campanha em medidas de embelezamento. Isso pode levar à sua cassação antes dos demais. Silvia Waiapi, do PL, é conhecida pela sua combatividade nas questões de terras.