Ao menos dois deputados federais da bancada brasiliense alertaram, nesta terça-feira, 20, para o risco de se comprometer o exame dos celulares do ex-proprietário do Banco Master e de seus auxiliares.
Para eles, esse poderá ser o principal problema das idas e vindas do ministro Dias Toffoli, que assumiu, em um gesto pessoal, a relatoria do processo no Supremo Tribunal Federal.
Na verdade, o alerta para esse perigo não partiu dos deputados, mas da Polícia Federal, que está extremamente perturbada com o ritmo imposto por Toffoli às investigações.
Os agentes disseram aos deputados que o primeiro passo em qualquer inquérito desse gênero — ainda mais quando se trata de malfeitorias financeiras de grande escala — é a decodificação dos celulares, que costumam acumular a maior parte das provas, sem falar nos contatos com outros suspeitos.
Para esses agentes, toda a ação de Toffoli, ao retardar o exame dos celulares, ou fingir que o apressaria, desde que feitos por policiais escolhidos a dedo por ele próprio, e depois adiar tudo de novo, só pode ter um sentido: apagar ou ocultar eventuais provas registradas nessas peças.