Em política, como em tudo, existem profissionais e amadores. Só que, nesse caso, o amadorismo pode ser fatal. É por isso que o Planalto conduz uma busca sobre as origens dos desastres que marcaram o desfile da escola de samba de Niterói.
Foram muitos, desde as famílias enlatadas, as provocações aos evangélicos, o boneco do Bolsonaro, a provocação gratuita a Temer, o diabo. Não adianta colocar a culpa no time da escola. É tão amador que a levou ao rebaixamento.
O problema, claro, está nos ideólogos que atacaram os evangélicos e criaram as provocações baratas. Como disse um veterano marqueteiro, “não sabemos quantos votos perdemos, mas sabemos quantos ganhamos. Nenhum”. Isso não pode se repetir.
O ministro Sidônio e seu time são de profissionais. Se cometeram erros, foi por se deixarem marginalizar. A culpa, por enquanto, é atribuída a ideólogos que infiltraram a escola, dando palpites.
Alguns nomes foram identificados, entre petistas locais. Mas quem os incentivou? Por enquanto, os dedos se apontam para uma equipe que acompanhou até lá a primeira-dama Janja (foto), ainda convencida de que teria espaço para desfilar.
Mas não dá para culpar só esse povo, até porque, como não há só bobo nessa história, havia no meio dessa turma gente profissional para impor limites. A suspeita é de que foram driblados e alguém de cima estimulou a turma local a partir para as bobagens.
O importante agora, diz o pessoal de Sidônio, é nunca abrir mais espaço para que isso se repita. A escola, ao menos, já é problema resolvido.