Desde que se lançaram duas candidaturas a governador de integrantes da vertente de Lula no Distrito Federal, houve esforços por levar a unificação a instâncias superiores.
O gesto inicial foi do PSB, que conseguiu apoio até do presidente nacional do partido, João Campos, para convencer a direção do PT de que a indicação de Ricardo Cappelli consistia em ponto essencial da estratégia do partido.
Esse movimento se fortaleceu quando o PDT conseguiu impor essa tese no Rio Grande do Sul. Lá, o PT retirou o nome de Edegar Pretto em favor de Juliana Brizola, à frente nas pesquisas.
No caso brasiliense, porém, não houve reação por parte do comando petista. Já no final do prazo para as convenções, a iniciativa se inverteu.
Até o presidente nacional do PT, Edinho Silva, empenhou-se em convencer o PSB a aceitar a vice de Leandro Grass. Mas o comando do partido, ouvido o próprio Cappelli, preferiu aguardar.
Ficou claro que só uma palavra do Palácio do Planalto, ou seja, do próprio Lula, poderia levar a uma unificação das chapas. Essa palavra não foi dada.
Passado o primeiro debate, os dois lados estão convencidos de que agora não virá mesmo e de que o Planalto não tem essa intervenção como prioridade.