O pedido de licença da senadora brasiliense Leila Barros, a Leila do Vôlei, não repercutiu de modo favorável no PT. A militância brasiliense começou, nesta quarta-feira, 7, a comparar seu afastamento ao de Ciro Gomes, que se magoou após a eleição presidencial de 2018 e, em vez de apoiar Fernando Haddad no segundo turno, viajou a Paris.
Leila não viajará a Paris, mas está sendo cobrada pelos petistas locais por não estar no plenário para votar e defender a emenda pelo fim da jornada de trabalho 6×1. Sabem que a nova senadora Leany Lemos, ex-integrante do governo Rollemberg e funcionária de carreira do próprio Senado, votará com seu partido, o PSB, pela emenda contra a escala 6×1.
Mesmo assim, queriam que Leila arregaçasse as mangas na campanha do segundo turno, tanto na capital quanto na disputa presidencial.
Leany faz defesa do fim da escala 6×1
Mostrando que o voto de Leila Barros não fará diferença na apreciação da emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1, a nova senadora brasiliense Leany Lemos estreou na tribuna (foto) para afirmar que a nova medida constitui o padrão ideal da Organização Internacional do Trabalho, que, “desde 1935, fala em 40 horas como a carga ideal a ser alcançada por todos os países”.
Hoje, calculou, “50% dos países já adotam essa carga horária de 40 horas semanais, mostrando que há quase um século nós estamos discutindo algo sobre o que há muitas evidências de que é a melhor forma de se produzir, de se promover o trabalho em todas as nações”.
Para Leany, essa é uma discussão que envolve qualidade de vida, dignidade, direito ao tempo, cuidado da família e questões de gênero. Mas, “mais importante, é uma medida que afeta aqueles trabalhadores que acordam cedo, que enfrentam transporte público, que trabalham seis dias seguidos”.
Os mais afetados, declarou ao antecipar seu voto, são aqueles que têm menor escolaridade e maior vulnerabilidade, incluindo analfabetos e pessoas com ensino fundamental incompleto, pois, afinal, 91% das pessoas nessas condições trabalham mais de 40 horas semanais.