Conforme definido, o PT lançou formalmente, na noite desta terça-feira, 19, sua chapa para as eleições brasilienses deste ano.
Mas houve uma surpresa de última hora.
O PCdoB resolveu lançar candidatos próprios, dentro da federação que forma com o PV e o PT.
Não haverá nenhum problema para os cargos majoritários, confirmando-se os já lançados Leandro Grass, para governador, e Érika Kokay, para senadora.
A encrenca está na chapa de deputados federais.
O PCdoB resolveu lançar dois militantes históricos, Gustavo Alves (foto) e Laureni, como candidatos à Câmara dos Deputados.
Isso significa que as vagas reservadas ao PT poderão resumir-se às cinco que estatutariamente cabem aos petistas, e não sete, como aconteceria caso o PCdoB cedesse suas duas vagas.
O PT contava com isso, alegando, inclusive, que, em outras unidades da Federação, havia feito concessões ao PCdoB, mas não terá como manter os sete nomes caso o quadro permaneça como está.
Nesse caso, correm risco as candidaturas a federal de Marivaldo Pereira, ex-funcionário da Justiça e o mais recentemente filiado entre os sete, e de Vanessa é o Bicho Negrini.
Vanessa ainda pode ficar, caso se retire o nome de Ruth Venceremos.
Para distrital, o PCdoB lançará o professor Elias e a professora Berê D’Arc, outros dois militantes históricos.
Nesse caso, dois petistas poderão sair da lista.
Grass critica defensores do sistema 6×1
Antes da festa de lançamento de sua candidatura, que se estendeu pela noite, Leandro Grass percorreu uma série de cidades do Distrito Federal, indo, conforme comentou, de Brazlândia ao Gama.
Insistiu, em especial, na reforma da jornada de trabalho, como defendido pelo governo Lula.
“Observe”, registrou Grass, “que a maioria dos críticos e opositores da redução da escala 6×1 é de herdeiros políticos e de grandes fortunas. Gente que nunca precisou acordar cedo, ralar e trabalhar de verdade. Vivem em outro universo, na bolha de seus privilégios e desconectados do mundo real”.