O PSTU deu a senha para os partidos menores da esquerda e da extrema esquerda apoiarem os candidatos petistas no segundo turno. Em comunicado formal, o partido avisa que “derrotar eleitoralmente esse projeto de extrema-direita é uma necessidade tática. Isso é fundamental para inibir os arroubos autoritários e golpistas, fortalecer a organização dos trabalhadores e garantir melhores condições democráticas para ampliar a mobilização da nossa classe”.
Avisa, porém, que se trata de um apoio crítico. Afinal, é preciso manter “espaço para lutar tanto contra o projeto autoritário da extrema-direita quanto contra o próprio projeto neoliberal aplicado pela Frente Ampla liderada pelo PT”.
No caso da capital, o partido informa que é “nesses marcos e com esses objetivos que chamamos a classe trabalhadora do DF a votar em Leandro Grass no segundo turno do Distrito Federal”. Esse chamado ao voto em Grass não “implica, de forma alguma, apoio político ao seu projeto neoliberal, do qual somos e seguiremos sendo opositores implacáveis”.
Afinal, para o PSTU — que lançou candidatos próprios tanto ao Buriti quanto ao Planalto —, “Celina Leão e Flávio Bolsonaro tiveram votação expressiva no DF porque a maior parte dos trabalhadores da nossa cidade vê o PT como o responsável pela decadência do país e, de fato, o PT cumpriu e cumpre esse papel”.