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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Para vitaminar a candidatura oficial

Essa postura, porém, permanece como um desafio para forças políticas que ainda não se comprometeram. O próprio Grass sabe disso.

Eduardo Brito

23/02/2026 18h12

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Leandro Grass depois da cirurgia Crédito: INSTAGRAM

Recuperado da ampla cirurgia facial a que se submeteu, o ex-distrital Leandro Grass (foto) já fala como candidato do Planalto ao Buriti. Sua pretensão agora é unificar toda a ala esquerdista e progressista em torno de seu nome.

“Não há frente ampla sem base forte, propostas consistentes e conectadas ao povo. O espírito da divisão não amplia o diálogo com setores da sociedade nem com partidos políticos. As vaidades e os projetos individuais precisam dar lugar à lucidez. O futuro do DF está em nossas mãos”, garante.

Essa postura, porém, permanece como um desafio para forças políticas que ainda não se comprometeram. O próprio Grass sabe disso. O ex-distrital sabe que, se não houver uma intervenção superior – leia-se do próprio Lula ou do comando nacional da campanha –, unificará partidos da federação PT, PCdoB e PV.

O desafio, assim, será ampliar o diálogo para construir uma grande frente progressista com o PDT, PSOL, PSB, Cidadania e outras legendas que se comprometam com seu programa de governo. Aí é que podem surgir problemas.

O PDT não criará obstáculos, desde que se garanta a chance de reeleição da senadora Leila Barros, concorrendo ao lado da petista Érika Kokay. O PSOL também sinalizou que está satisfeito com esse desenho e espera eleger o distrital Fábio Félix para a vaga de Érika.

No entanto, o PSB conta com candidato próprio, Ricardo Cappelli, que tem proximidade com Lula e galvanizou o apoio de seu partido. Já o Cidadania voltou à esfera de seu presidente histórico, Roberto Freire, que nem pensa em se aproximar de Lula. Não há outras legendas em jogo.

PT tem desafio proporcional

O Partido dos Trabalhadores, que no DF é federado ao Partido Verde e ao PCdoB, tem um desafio semelhante ao de um time de futebol que foi campeão num ano e, no seguinte, perde seu artilheiro. Erika Kokay, que se elege deputada federal desde 2010, segue para tentar o Senado Federal.

Para repetir o desempenho passado, a federação deve trazer para a reeleição Reginaldo Veras (PV) e os petistas Ruth Venceremos, atual primeira suplente, e o ex-governador Agnelo Queiroz. Os demais nomes são novatos em disputa proporcional: Rosilene Corrêa, ex-presidente do sindicato dos professores; Márcia Abrahão, a ex-reitora da UnB.

Ainda se aguarda a indicação do PCdoB do nome escolhido. Ana Prestes, neta de Luiz Carlos Prestes, não concorrerá este ano. Mesmo com todas as dificuldades, o PT trabalha para ter dois deputados federais eleitos, revela Rosilene Corrêa.

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