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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Pacificação na esfera de Bolsonaro

Agradando à Faria Lima, Tarcísio surge como ameaça maior.

Eduardo Brito

29/01/2026 18h51

Foto: banco de imagens

Todos os olhares de Brasília convergiram nesta quinta-feira, 29, para a Papudinha, onde o governador paulista Tarcísio de Freitas visitaria, enfim, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Conversa concluída, tudo indicava que a paz se estabeleceria. O governador confirmou ao ex-presidente que será candidato à reeleição ao governo de São Paulo neste ano e que mantém apoio irrestrito à candidatura do atual senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Apesar de ser apontado como nome forte da direita à Presidência e preferido do mercado financeiro, Tarcísio deixou claro que não há mudança de rota em seu projeto político e que sua prioridade segue sendo São Paulo. Ele reiterou que não pretende disputar o Palácio do Planalto contra a tentativa de reeleição do presidente Lula.

“A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência. Tenho comprometimento ao Estado de São Paulo. Sou grato ao Estado de São Paulo”, afirmou o governador a jornalistas após a visita.

Para o Distrito Federal as dúvidas permanecem

Concluída a visita oficial e feitas as declarações de praxe, conforme esperado, as dúvidas permanecem. Circularam desde a manhã estudos da Paraná Pesquisas mostrando que Lula fica à frente no primeiro turno: tem 39,8% contra 33,1% de Flávio ou 40,7% contra 27% de Tarcísio. Não dá para escapar do segundo turno.

E, neste, há empate técnico apertado. Contra Flávio, Lula tem 44,3% a 42,2%. E contra Tarcísio fica pior ainda: 43,9% para 42,5%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos, não dá para prever vencedor.

Agradando à Faria Lima, Tarcísio surge como ameaça maior. E, de todo jeito, o aperto é ainda mais tênue que a vitória de Lula contra Bolsonaro três anos atrás. Fica difícil descartar qualquer candidato. Pior ainda, permanecem todas as arestas já construídas.

Fernando Haddad confirmou também neste dia 29 que deixa o governo em fevereiro e que não disputará as eleições em São Paulo. Os riscos do Senado só aumentam. A ponto de, ainda ontem, ter voltado a história de lançar Simone Tebet como única saída para obter uma cadeira de senadora entre os paulistas, mas com o PT se recusando a financiar sua campanha, já em si absurda.

E nada se falou sobre Michelle Bolsonaro, muito menos sobre a possibilidade de que tente o Senado pelo Distrito Federal. Em resumo, muito mais dúvidas do que certezas.

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