O partido de Gilberto Kassab foi acusado de querer tudo. E está ameaçado de ficar sem nada. Já havia despertado certa ciumeira no Planalto pelo peso que adquiriu no governo paulista.
Mesmo assim faturou três ministérios, o da Agricultura, com o senador Carlos Fávaro, o das Minas e Energia, com o ex-senador Guilherme Silveira e, vá lá, o da Pesca, e com André de Paula. Para um partido que não contribuiu com tanta coisa nas votações do Congresso, está bem demais.
Só que Kassab quis também a presidência da Câmara, essa que está com o poderosíssimo Arthur Lira e jogou tudo para colocar no lugar o deputado baiano Antonio Brito. Conseguiu mais adversários do que aliados.
As chances de Antonio Brito, que eram fortes, desvaneceram-se e hoje Kassab tem pela frente todos os favoritos ao cargo. Mas nem tudo está perdido. No Distrito Federal, o presidente regional Paulo Octávio conta com uma chapa mais forte na eleição passada. Deve eleger o filho deputado distrital, formará uma bancada com uns quatro distritais e passará a contar mais na política local.