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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Nada de retirar candidatura

Na verdade, isso nunca foi considerado pela equipe de Ibaneis, e muito menos por ele próprio.

Eduardo Brito

26/01/2026 17h54

Atualizada 27/01/2026 6h35

ibaneis abraçando familia

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O Buriti recebeu com mais estranheza do que com contrariedade as notas da mídia sobre eventual renúncia do governador Ibaneis Rocha à candidatura a senador.

Na verdade, isso nunca foi considerado pela equipe de Ibaneis, e muito menos por ele próprio. Ao contrário, o governador aparece na liderança das pesquisas, tem forte apoio de seu partido e de toda a base aliada, além de nunca ter examinado o assunto com quem quer que seja.

É claro que, teoricamente, a possibilidade sempre pode existir, pois ainda faltam quase três meses para o prazo de desincompatibilização e mais de oito meses até a eleição.

No entanto, a hipótese não está em consideração e ninguém tocou nesse assunto.

Hipótese divertida

Já quanto à origem das notas, a reação foi mais de humor do que de descrença.

É que, com essas informações, circulava a tese de que a hipótese de renúncia animava o Palácio do Planalto.

A lógica é a de que, sabendo-se encurralada na disputa do Senado, a cúpula petista entusiasmava-se com a possibilidade de que o Distrito Federal elegeria uma aliada firme do partido, como a deputada Érika Kokay, petista radical, ou a senadora Leila Barros, do PDT.

Na prática, o jogo seria o inverso. As beneficiárias de eventual saída de Ibaneis seriam ambas do PL, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou, sempre ela, a deputada Bia Kicis, detentora da carteirinha número um do bolsonarismo em Brasília.

Nada de impeachment

Mais maluca ainda seria a hipótese de que a renúncia de Ibaneis decorreria de uma CPI a ser proposta pelo PSOL oposicionista, ou mesmo de um impeachment votado pela Câmara Legislativa.

À parte o fato de que Ibaneis conta com uma base sólida entre os deputados distritais, existem obstáculos técnicos para qualquer uma dessas iniciativas.

A CPI precisaria entrar em uma fila já bastante povoada e, mesmo assim, só seria instalada com o aval do presidente da Câmara.

Barreiras semelhantes existem para a tese do impeachment.

A verdade é que Ibaneis só deixaria a candidatura por vontade própria. E ele garante que, ao menos por enquanto, não tem vontade alguma de partir para essa alternativa.

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